sábado, 3 de julho de 2010

Sábado da XII Semana Comum
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São Tomé (apóstolo)
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Liturgia do dia: Efésios 2, 19 – 22
                             Salmo: 116
                            São João 20, 24 – 29
VIVÊNCIA
Acreditaste, Tomé, porque me viste.
Felizes os que crêem sem ter visto.
A vida com Deus, a vida espiritual, não é uma vida apoiada em milagres.
É um processo, um ir integrando em nossa vida a vontade de Deus.
Não cremos porque vemos “sinais e prodígios”, mas, simplesmente, que Deus é para nós o centro, o princípio e o fim da vida.
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Vamos abraçar Dom Clemente Isnard
hoje 10h na Catedral São João Batista
      A Catedral São João Batista certamente estará superlotada hoje às10h para a missa solene de sagração episcopal de D. Clemente Isnard. A missa terá a presença de vários bispos, entre eles: D. Rafael Cifuentes, D. Alano Maria pena. O presidente da celebração será D. Edney Gouvêa Mattoso, Bispo Diocesano de Nova Friburgo.
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Um pouco mais sobre nosso 1° bispo
               Nasceu no Rio de Janeiro, na rua Paissandu, 106 em 8 de julho de 1917. Terceiro filho de seus pais, tem uma irmã e um irmão. Foi concebido cinco anos após depois de seu irmão. Sua mãe à época tinha 40 anos, seu pai era comerciante de automóveis na rua Sete de Setembro. Ainda na árvore genealógica da família, Dom Clemente é neto de imigrante francês, chegado ao país em circunstâncias estranhas. Seu avô veio brigado com a família de Toulouse, Sul da França; de lá seu avô embarcou para a Australia, pois seu pai tinha se casado pela segunda vez e ele não aceitava essa união.
       Filho Ernesto Isnard e Zulmira de Gouveia Isnad, nasceu em 08 de julho de 1917, no Rio de Janeiro, foi ordenado sacerdote em 19 de dezembro de 1942, nomeado bispo em 23 de abril de 1960, sagrado em 25 de julho de 1960. Em 26 de março de 1960 o Papa João XXIII criou a Diocese de Nova Friburgo, através da bula “Quandoquidem Verbis” desmembrada das dioceses de Campos e Valença, sendo núncio apostólico da época Dom Armando Lombardi. Um mês depois D. Clemente foi nomeado primeiro bispo da Diocese e tomou posse em 25 de agosto de 1960, adotando como lema: “Te Pastorem Sequens” que traduzido para o português quer dizer Seguindo-te como Pastor.
        Sua passagem pela Diocese foi das mais profícuas, pois organizou as pastorais, criou dezenas de paróquias, constituiu milhares de amigos em todos os 19 municípios e transformou a diocese como exemplo para todo Estado do Rio de Janeiro.
     Escreveu vários livros e foi empossado membro da Academia Friburguense de Letras e Associação Friburguense de Imprensa. Um dos principais escritos de sua autoria foi Magistério Episcopal (edição da diocese) com artigos da REB em Grande Sinal.
       No início de seus estudos, D. Clemente teve um professor particular, apesar de sua mãe ter cogitado a hipótese de coloca-lo no Colégio Santo Inácio, Seu professor, foi Ernane Reis, um notável que também lecionou para as famílias Guinle e Paula Machado. Com alguns de seus poucos professores católicos, como Alcebíades Delamare, e amigos, que freqüentavam as mesmas aulas, como Francisco Augusto de La Roque, que chegou a reunir outros alunos, também católicos, criou um outro centro de estudos religiosos, porém a maior paixão de Dom Clemente, era realmente a Ação Universitária Católica, na Praça XV.
       Teve a honra de ser amigo dos principais nomes da política, social e cultural do país como Alceu de Amoroso Lima, Senador Vergueiro, Lurdinha – neta do Conde Paes Leme, Carlos Lacerda, o poeta Raul de Leoni Ramos, Jayme Ovale e muitos outros.
     Ele viajou quase o mundo inteiro pregando o Evangelho de Cristo e se notabilizando por suas opiniões sobre política, cultura, religião e outros assuntos.
          Foi e ainda é a maior autoridade em liturgia religiosa, pois seus escritos ainda hoje, estão à disposição de todas as pessoas que se interessarem. Exerceu o cargo de vice-presidente da CNBB por vários mandatos; Coordenador Nacional de Liturgia; Vice-presidente do CELAM (Conselho Episcopal Latino Americano); conviveu com quatro diferentes Papas: Paulo VI, João XXIII, João Paulo I e João Paulo II. Tinha o carinho de todos eles, e constantemente era chamado ao Vaticano para reuniões de importância da religião católica. Foi um dos poucos bispos brasileiros a ter importância no Concílio Vaticano II e nas reuniões especiais de Medelin e Puebla, escrevendo inclusive documentos importantes sobre os dois grandes eventos da década de 70.
         Sua passagem pela Diocese foi das mais profícuas, pois organizou as pastorais, criou dezenas de paróquias, constituiu milhares de amigos em todos os 19 municípios e transformou a diocese como exemplo para todo Estado do Rio de Janeiro. Era sócio número 078 da Associação Friburguense de Imprensas (AFI) e Academia Friburguense de Letras (AFL).
        Governou os católicos de Friburgo por 33 anos de 1960 a 1994, quando foi sucedido por D. Alano Maria Pena. Criou o próprio clero, trouxe padres espanhóis e italianos para a diocese que foram de fundamental importância para o desenvolvimento pastoral. É tido como o Pastor de todos os momentos, pois tinha sempre uma palavra de carinho para todos que o procuravam. Sua voz serena e seu estilo calmo, típico de monge beneditino, o consagraram como um bispo confidente e aconselhador. Mesmo quando tinha que chamar atenção de alguém, D. Clemente jamais alterava a voz. Organizou o Seminário Diocesano que funcionou em Lumiar, depois Prado, e hoje está num moderno espaço, de característica suiça, no Tingly, do qual participou da inauguração no último dia 19 de agosto de 2006.
       Depois que deixou a diocese doou todos os seus paramentos para o museu diocesano. Retornou mais oito vezes e numa delas em 2004, para celebrar uma missa de pedido de perdão aos padres Antonio Manguti, José Suarez e Fernando Rojo Hernandes, em virtude dos acontecimentos lamentáveis de 1985 que culminaram com o afastamento dos três religiosos da diocese.
        Exercia muita influência nos principais dirigentes da nossa cidade a ponto de ter sempre o carinho de todos eles, seja qual fosse o partido, cor da camisa, agremiação política, cargo ou função na sociedade. Dom Clemente era sempre procurado para aconselha-los na hora de uma decisão importante.
        Se antes de encerrar seu episcopado em Nova Friburgo tinha sempre a agenda cheia com pregações de retiros, palestras, conferências, encontros e outras atividades no Brasil inteiro, quando saiu, esse quadro não mudou e até há pouco tempo atrás, o nosso bispo mais querido tinha uma agenda bastante lotada.
      No ano de 2004 teve sua vida contada no livro Na porta do Mosteiro, escrito pelo professor Alexandre Gazé e em 2008 publicou o livro Reflexões de um bispo, quando fala sobre as instituições eclesiásticas atuais.
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