terça-feira, 29 de dezembro de 2009

MISSAS NO ANO NOVO

MISSAS NO ANO NOVO

DIA 31 DE DEZEMBRO
Catedral São João Batista: 20h
Paróquia São Francisco de Assis: 20h
Paróquia Nossa Senhora das Graças: 18h30
Paróquia Sant´Ana (Cônego): 21h
Paróquia São Roque: 19h30
Paróquia Santa Terezinha: 19h
Paróquia São Pedro e São Paulo: 19h
Paróquia Imaculada Conceição: 22h
Paróquia São Bento Abade: 20h
Paróquia São Cristóvão: não haverá missa
Paróquia São Sebastião (Lumiar): 19h
Paróquia Sant´Anna (Campo do Coelho): 19h
Paróquia Nossa Senhora do Rosário: 19h30
Paróquia Santo Antonio Cristo Ressuscitado: 22h
Paróquia Nossa Senhora Assunção:
Paróquia Santa Eswiges:
DIA 1° DE JANEIRO DE 2010
Catedral São João Batista: 09 e 17h
Paróquia São Francisco de Assis: 10 e 18h
Paróquia Nossa Senhora das Graças: 18h30
Paróquia Sant´Anna (Cônego): 19h
Paróquia São Roque: 19h30
Paróquia Santa Terezinha: 19h30
Paróquia São Pedro e São Paulo: 19h30
Paróquia Imaculada Conceição: 09h
Paróquia São Bento Abade:18h30
Paróquia São Cristóvão: 18h
Paróquia São Sebastião (Lumiar): 19h
Paróquia Sant´Anna (Campo do Coelho): 19h
Paróquia Nossa Senhora do Rosário(Riograndina: 10h
Paróquia Santo Antonio Cristo Ressuscitado (Prado): 7, 8h40 e 19h
Paróquia Nossa Senhora Assunção:
Paróquia Santa Edwiges:

domingo, 27 de dezembro de 2009

QUAL O MELHOR PRESÉPIO


A coordenação da Pastoral de Comunicação do Vicarito Sede da Diocese de Nova Friburgo relacionou seis presépios da cidade e quer saber sua opinião sobre qual o melhor? Vote através de pascom@gigalink.com.br. Qual o melhor? Qual o mais criativo? No dia 6 de janeiro, entre os e-mails que recebermos dois serão sorteados e ganharão brindes da Pascom.

        Antes de votar, conheça um pouco sobre a história do presépio de natal. Ao lado do pinheirinho e dos presentes, o presépio é talvez uma das mais antigas formas de caracterização do Natal. A palavra presépio significa “um lugar onde se recolhe o gado; curral, estábulo”. Porém, esta também é a designação dada à representação artística do nascimento do Menino Jesus num estábulo.
           Os cristãos já celebravam a memória do nascimento de Jesus desde finais do séc. III, mas a tradição do presépio, na sua forma atual, tem as suas origens no século XVI. Antes dessa época, o nascimento e a adoração ao Menino Jesus eram representadas de outras maneiras.
            As primeiras imagens do que hoje conhecemos como presépio de natal foram criadas em mosaicos no interior de igrejas e templos no século VI e, no século seguinte, a primeira réplica da gruta no Ocidente foi construída em Roma.
            Atualmente, tradições natalinas antigas como a árvore de natal, o Papai Noel, a ceia de natal, o presépio e as músicas natalinas dão forma à celebração do Natal ao redor do mundo. Veja agora os seis escolhidos:
                                   1- Paróquia São Bento Abade

2- Catedral São João Batista

3- Praça Dermeval Moreira de dia

4-  Praça Dermeval Moreira à noite

5- Paróquia Nossa Senhora das Graças (Olaria)

6- Paróquia São Francisco de Assis (rua Duque de Caxias)

7- Colégio Anchieta


A escolha é sua

domingo, 20 de dezembro de 2009

JUBILEU DE DOM RAFAEL


A entrada dos bispos





Dezenas de padres concelebraram

D. Rafael chega ao altar

D. Rafael faz seu pronunciamento final

Arautos do Evangelho

O Prefeito Heródoto e o Secretário Geral Braulio Resende

O Grupo Restauração da Paróquia São Bento fez a parte musical


D. Roberto Guimarães (Bispo de Campos) proferiu a homilia

A foto do bispo com seus pais em 1959 logo depois de ordenado padre

O ginásio do Anchieta ficou lotado


Momento da Oração Eucarística

As Irmãs da Toca de Assis cantaram o Adoro Te Devovo

     Emoção. Muita emoção. Não há outra forma de descrever a missa solene comemorativa do Jubileu de Ouro de ordenação sacerdotal de D. Rafael Llano Cifuentes, Bispo da Diocese de Nova Friburgo, realizada sábado no ginásio do Colégio Anchieta. Os milhares de amigos do nosso bispo, que compareceram demonstraram todo seu afeto por um Pastor que nos últimos cinco anos, à frente da Igreja Particular de Nova Friburgo tem sido o verdadeiro exemplo, não só para os 19 municípios e as 53 paróquias sob seu comando, mas também por outros cleros religiosos.
      O prestígio de D. Rafael foi ratificado pela presença de 18 bispos das várias regiões do país que compareceram entre eles: D. Orani João Tempesta (Arcebispo Metropolitano do Rio de Janeiro) e  D. Dimas Lara Barbosa (Secretário Geral da CNBB).  O Papa Bento XVI enviou do Vaticano uma carta que foi lida no início da missa pelo padre Gelcimar Petinati Celeste (Chanceler do Bispado e Paróco da Paróquia Nossa Senhora das Graças). A homilia da missa foi prefeida por Dom Roberto Guimarães (Bispo de Campos) e várias homenagenes foram prestadas a D. Rafael, uma delas pelo Monsenhor Antonio Stael de Souza (Vigário Geral da Diocese e Pároco da Catedral São João Batista).
      Seu amor pelos sacerdotes foi retribuido com a presença de 76 padres de várias partes do Estado do Rio de Janeiro, além doclero diocesano. Impossibilitado de comparecer em virtude do falecimento de seu irmão na madrugada de sábado, o Arcebispo de Niterói e ex-bispo de Nova Friburgo D. Alano Maria Pena, foi representado por seu auxiliar D. Roberto Francisco Ferreira Paz.
        Entre as homenagens prestadas, aconteceram danças organizadas pela Paróquia Nossa Senhora da Conceição em Bom Jardim, apresentação de fotografias de Dom Rafael com seus pais Antonio e Estela logo depois de ordenado padre em 1959.
        Emocionado com todas as homenagens que lhe foram prestadas, D. Rafael fez seu discurso ratificando seu amor por Nova Friburgo, a alegria de estar numa diocese onde é recebido com muito carinho por todos, repetindo a frase que pronunciou no dia de sua posse em 20 de junho de 2004, " eu aqui quero viver, eu aqui quero viver".
     Após a missa foi servido almoço para todos os presentes, corte do bolo e apresentado um filme com um relato da vida de D. Rafael

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

MISSA SOLENE COMEMORA OS 50 ANOS DE SACERDÓCIO DE D. RAFAEL


Um home de Deus com 50 aos de

vida dedicados à Igreja Católica

       Bispo da Diocese de Nova Friburgo desde 20 de junho de 2004, D. Rafael Llano Cifuentes completa neste dia 20 de dezembro 50 anos de vida sacerdotal (Jubileu de Ouro). Nascido na cidade do México à 18 de fevereiro de 133, ordenado sacerdote em 20dedezembro de 1959. Em 1960, transferiu-se para o Brasil e foi , eleito bispo em 04/04/1990, e sagrado na Catedral Metropolitana de São Sebastião do Rio de Janeiro em 29/06/1990, ficando como auxiliar até 2004. D. Rafael é um homem de ação dentro da igreja, alegre, escritor de primeira categoria, tanto que possui mais de 47 livros editados e este ano foi empossado na Academia Brasileira de Filosofia e Academia Friburguense de Letras. É formado em direito civil pela Universidade de Salamanca e doutorado em direito canônico pela Universidade Pontifícia de São Tomás em Roma.
     Como padre dispensa comentários e como bispo tem um maravilhoso trabalho pastoral, sempre mantendo o carinho pelos jovens e pela família. Ele atuou no Movimento de Renovação Carismática Católica, criou o Movimento Pró Vida, criou os encontros Jovem Rio que antecedem a cada dois anos em união com o Papa as Jornadas Mundiais da Juventude e criou também em 1992, o Instituto Pró-Família da Arquidiocese do Rio de Janeiro. Em 2000 foi eleito vice presidente do Regional Leste I da CNBB e hoje é o atual presidente.
     No momento em que comemora 50 anos de vida sacerdotal, D. Rafael vai receber todo povo de Deus, familiares, amigos e bispos do Brasil e vários países de fora, numa missa solene neste sábado, 19, às 10h no ginásio do Colégio Anchieta. Nesta entrevista ele aborda vários assuntos.
PS Como o senhor descobriu a sua vocação sacerdotal?
D.RAFAEL: eu na verdade não descobri a minha vocação sacerdotal, mas ela saiu do meu encontro, para minha surpresa, eu não queria ser sacerdote, mas a coisa me foi apresentada de tal maneira que eu me senti como o Senhor me chamasse, então eu a muito custo e coragem, tomei a minha determinação e a partir desse momento não tive nenhuma sombra de dúvidas sobre a vida religiosa.
PS: Que tipo de dificuldade o senhor encontrou enquanto seminarista?
D. RAFAEL: Olha, eu não encontrei nenhuma dificuldade.
PS: Qual o perfil do padre de sua época para o padre de hoje?
D. RAFAEL: São muitos aspectos, facetas, mas eu ressaltaria algumas: uma profunda vida espiritual; sintonia perfeita com o magistério pontifício; abertura a todos os problemas sociais políticos da nossa época. O padre não é alguém que está retirado no mundo mas que vive inserido no fermento da paz
PS: Além de fé e dedicação à igreja o que não pode faltar no padre?
D. RAFAEL: Não pode faltar no padre um grande amor ao nosso povo, especialmente os menos favorecidos
PS: Existe diferença de um padre formado na Europa por um formado na América?
D. RAFAEL: Existe sim, mas depende muito de cada país de cada época
PS: Duas frases marcara sua chegada “ eu aqui quero viver, eu aqui quero morrer” seu pensamento ainda é o mesmo?
D. RAFAEL: Graças a Deus, é o mesmo pensamento. Eu não sei se morrerei aqui, ou na estrada, ou sei lá, mas com certeza eu aqui quero morrer e aqui quero viver, mais ainda, já determinei o lugar onde quero ser sepultado, fizerem embaixo do altar do sacrário do seminário Diocesano, o lugar onde eu vou ficar
PS: Qual a análise que o senhor faz de alguns segmentos da Renovação Carismática Católica (RCC)? Não o seria um misto de espiritismo com igreja protestante?
D. RAFAEL: Eu fiz um trabalho bastante extenso sobre a RCC e depois vou passar para você, ele aborda muitos aspectos da RCC eu tenho que dizer que RCC bem vivida, não tem nada haver com o espiritismo nem com qualquer igreja protestante, é um momento de evangelização bastante profundo
PS: Em relação à sua chegada, poderíamos dizer que o clero diocesano evoluiu?
D. RAFAEL; Eu penso que o nosso clero diocesano é muito bom, penso também que no decorrer destes 5 anos, houve um grande amadurecimento por parte de todos
PS: Qual o fato que mais marcou o senhor nestes 5 anos de episcopado?
D. RAFAEL: Eu não posso dizer qual é o fato, talvez um fato muito importante que é o carinho demonstrado pelo povo, eu tenho encontrado nas 54 paróquias da diocese e nos 19 municípios um carinho muito grande, às vezes um carinho que se manifesta de uma forma plausível, radiante, com abraços, homenagens. E é uma coisa que comove. Eu tenho que agradecer ao povo, aos fiéis da nossa diocese toda, talvez seja este o fato mais marcante.
PS: O senhor considera que sua maior obra foi a construção do seminário?
D. RAFAEL: Acredito que sim, uma obra que eu não sei até agora como conseguir realizar, porque não tínhamos dinheiro, nós fizemos uma campanha em várias fases, as paróquias contribuíram, foram generosas, também conseguimos de maneira bastante providencial, vender ou conseguir desapropriar alguns terrenos , conseguimos dinheiro em algumas entidades da Alemanha,pedi fisicamente a algumas empresas e superamos esta caminha com muita generosidade de todos. Temos que ressaltar aqui Chico Faria da Stam, ele pagou inteira todas as obras da capela, depois dona Helena sua esposa, agora o Rogério seu filho, por isso a eles temos que ter um agradecimento muito especial
PS: O que ainda falta na diocese? Muita gente diz que o Vicariato Litoral é uma diocese dentro da outra, o senhor concorda com isso?
D. RAFAEL: Eu solicitei ao Núncio Apostólico que fizesse uma nova diocese compreendendo todo Vicariato Litoral, junto com Buzios e Cabo Frio. Ele disse que não estava na hora e que haviam outras dioceses mais necessitadas,m então eu PDI um bispo auxiliar, ele disse, “ isso é mais possível”, mas a verdade é que não saiu, portanto temos que acolher a todos.
PS: Pastoralmente falando o senhor conseguiu realizar todos os seus projetos:
D. RAFAEL: Não todos não, eu gostaria que tudo corresse melhor, que houvesse uma evangelização mais profunda, que a missão popular desse mais resultados, mas eu estou muito contente com as realizações pastorais que se deram na diocese.
PS: Nova Friburgo é uma cidade com 25% da população sem emprego e 9% sem alfabetização, de que forma a igreja pode ajudar nesse sentido?
D. RAFAEL: A igreja pode ajudar de uma maneira limitada, s setor de empregos temos a Cáritas Diocesana que tem um balcão funcionando diariamente e tem conseguido graças a Deus grandes benefícios, na alfabetização todas as paróquias tem um grande trabalho e temos o trabalho de catequese que é de suma importância para a diocese.
AVS: O senhor disse quando assumiu, que não queria padre de aquário, dentro de sacristia, conseguiu fazer isso acontecer?
D. RAFAEL: Nós somos pescadores, Nosso Senhor nos disse que somos pescadores de homens e também nos disse Duc in Alto, o que é um arauto, então é triste ver que nós nos dediquemos a fazer um trabalho de pesca dentro o aquário, das sacristias, dos salões paroquiais, evangelizando os que já estão evangelizados, quando na realidade teríamos que sair, eu penso que em grande parte nós conseguimos com a missão popular. Há paróquias que tem mais de 100 missionários e essa missão popular tem feito grandes progressos.
PS: Nossa diocese é privilegiada no seu se refere a vocação sacerdotal, a que o senhor credita esse sucesso, ao contrário de outras do Estado do Rio ou do Brasil?
D. RAFAEL: Realmente a nossa diocese tem um crescimento vocacional muito bom, eu consegui ordenar mais de 25 sacerdotes e outros diáconos, as vocações aumentam a cada dia, penso que isso é o reflexo do impulso que temos dado à Pastoral Vocacional e também ao bom desempenho que tem o nosso seminário diocesano, tanto na parte humana, como na parte formativa. Humanamente é um grande ambiente, propicia isso, foi construído para que não parecesse um quartel, e também um mosteiro, os padres tem que compreender que são padres ceculares e tem que viver na sua casa paroquial. A casa paroquial tem que ser uma projeção do seminário e o seminário uma projeção da família.
PS: O que fazer para resgatar a família, diante de uma mídia que prega desunião, prostituição, violência e tudo que gera discórdia.
D. RAFAEL: A família é tudo, o homem, nasce, se sacrifica e morre numa família, a vida é uma família, então a dissolução da família é a dissolução da célula básica da sociedade. Tem que haver em nós um grande empenho de se envolver a Pastoral Familiar que na nossa diocese e á prioridade. Os valores e os contra valores da sociedade constituem os valores e contra valores da nossa família. Infelizmente os meios de comunicação social, as propagandas pornográficas as novelas prejudicam muitos, mas nós somos responsáveis para isso não acontecer.
PS: Igreja e política combinam?
D. RAFAEL: sim combinam, porque, o cidadão e fiel, então quem tem que fazer a política é o próprio leigo e esse leigo, fiel da igreja tem que ser o protagonista da ação política. É triste ver como a falta de leigos católicos que realmente lutem para conseguir uma ação política considerável. O que não combina é a igreja com a política partidária. A igreja não pode optar por partidos, especialmente porque sendo a igreja universal católica, não pode se inclinar por uma parte, o partido é parte, portanto igreja não combina com tendência partidária
PS: O que eu não perguntei e o senhor gostaria de citar?
D. RAFAEL: Acho que tudo foi perguntado, mas eu gostaria de dizer que nestes 5 anos tenho que dar muitas graças a Deus, por todo carinho que recebi da sociedade num todo, nesta cidade querida, agradável. O friburguense não é demagógico, não faz amizades facilmente, mas é fiel ás suas amizades.

domingo, 13 de dezembro de 2009

A ORIGEM DO NATAL OS PRESÉPIOS

           Universal, abrangente, calorosa ­ assim é a festa de Natal, que envolve a todos. Uma das mais coloridas celebrações da humanidade, é a maior festa da cristandade, da civilização surgida do cristianismo no Ocidente. Época em que toda a fantasia é permitida. Não há quem consiga ignorar a data por mais que conteste a importação norte-americana nos simbolismos: neve, Papai Noel vestido com roupa de lã e botas, castanhas, trenós, renas.

       Até os antinatalinos acabam em concessões, um presentinho aqui, outro acolá. Uma estrelinha de belém na porta de casa, uma luzinha, um mimo para marcar a celebração da vida, que é o autêntico sentido da festa. Independente do consumismo, tão marcante, o Natal mantém símbolos sagrados do dom, do mistério e da gratuidade.
       O PRESÉPIO

         No ano de 1223, no lugar da tradicional celebração do natal na igreja, São Francisco, tentando reviver a ocasião do nascimento do Menino Jesus, festejou a véspera do Natal com os seus irmãos e cidadãos de Assis na floresta de Greccio. São Francisco começou então a divulgar a idéia de criar figuras em barro que representassem o ambiente do nascimento de Jesus.

        De lá pra cá, não há dúvidas que a tradição do presépio natalino se difundiu pelo mundo criando uma ligação com a festa do Natal. Já no século XVIII, a recriação da cena do nascimento de Jesus estava completamente inserida nas tradições de Nápoles e da Península Ibérica. 


      Em Nova Friburgo o presépio da Praça dermeval Barbosa Moreira ficou belíssimo, à oite mostra um colorido especial, mostrando realmente a presença do Jesus Menino; na porta do Palácio Barão de Nova Friburgo, muita gente criticou a decoração de natal, mas ele retrata a moradia de Papai Noel, a chegada do velinho, suas caracteristicas. 

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

MISSA DE CURA

         Esta semana fui questionado por uma pessoa frequentadora de missas em várias paróquias do centro da cidade, afirmando que não entendia porque "missa de cura". Recentemente conversando com um padre amigo, eu também levantei essa dúvida, "porque missa de cura se a Eucaristia cura"?.
        Por isso, rersolvi explicar melhor sobre isso, porque antes mesmo de cursar a teologia na Faculdade Tibiriçá (SP) nos reuniamos diariamente no bairro onde fui nascido  e criado, para ir à missa, porque ali, encontrávamos, cura, paz, tranquilidade, o bálsamo para nossos males, enfim, ali estava Jesus.     
         De repente a igreja criou a MISSA DE CURA, Porque?
         Missa é a celebração do mistério pascal de Cristo. Ela é o cume e a fonte de todas as nosssas atividades. A participação na missa deve ser um dever de todo cristão, em função de seu batismo, pleno, consciente e ativo. O ConcílioVaticano II diz que a missa é a constituição de todos os nossos anseios no ápice de um ato liturgico chamado Eucaristia e que assim, os cristãos atualizam o gesto de Jesus.  Participar da missa é colocar-se em atitude de entrega a Deus Pai e aos irmãos.
      Na missa sentimos com Cristo a concretização da salvação e da libertação de todos os males que nos levam a ser verdadeiramente livres " porque isto é meu sangue, o sangue da Nova Aliança deramado por muitos homens em remissão dos pecados " (Mt 26,28)
     Participar da missa é comungar, trazer  Cristo para dentro de sí e depois leva-lo ao irmão. Quando comungamos sentimos-nos fortalecidos e assim temos que ser veículos transformadores do mundo.
      A Eucaristia é o nosso comprometimento com a fé celebrada. A Eucaristia é a nossa riqueza, fonte de salvação, " eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo " (Lucas 16, 9 - 15).
    Entendo assim, que a Eucaristia é a nossa cura, salvação do corpo, da alma, e para tanto não há necessidade de missa específica de cura, pois toda missa já é de cura. Da mesma forma que os crentes tem o culto, nós católicos temos  a missa que é nossa única e maior fonte de proximidade com Deus e a Virgem Maria.
     A maior resposta que toda missa cura eu acabei de ter semanas atrás. Contraí rotavirus, fiquei internado sem poder comer oiu beber nada, anão ser água de côco e arroz. Emagreci 4 quilos e sentia muita fome.
       De repente, com certeza coisa de Deus, senti vontade de comungar e pedi a comunhão. A verdade é que aquela fome ávida foi  saciada pela Santa Comunhão, ou seja, Jesus Cristo, naquele momento foi meu sustento do corpo e da alma.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

COMUNICADO

Gostaria de comunicar ao nossos irmãos católicos,  que o blog está desatualizado porque nosso amigo José Duarte contraiu uma virose, ficou três dias hospitalizado e agora se recupera em casa.
Pedimos nossas orações para ale
Pascom Sede

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

REFLETINDO COM O SEMINARISTA RAFAEL ARCHETTI

A dimensão missionária familiar...
                Rafael de Oliveira Archetti


“Família que reza unida, permanece unida” (Papa João Paulo II, na Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae).


        Certamente esta frase do Servo de Deus, o Papa João Paulo II, de saudosa memória, é uma das mais contundentes e incisivas considerações que fizera acerca da família cristã. E sob muitos aspectos poder-se-ia discorrer sobre seu papel fundamental, na constituição da sociedade neste cotidiano cada vez mais iludido pela falsa impressão de que Deus não é mais necessário, e indiscutível importância na moldagem da índole dos membros que a compõem. No entanto, neste mês de outubro, mês das Missões, creio fazer-se mister que reflitamos sobre o caráter missionário que indissociavelmente liga-se à família, Igreja doméstica e sinal visível da presença divina a proteger-nos e guiar-nos.
         Mencionar a formação familiar como presença de Deus em nossa marcha existencial pressupõe as condições necessárias para se definir este ou aquele grupo como família, de fato. Ora, o dicionário Aurélio define família em dois aspectos, dentre outros, muito interessantes, a saber: 1 – pessoas aparentadas que vivem, geralmente, na mesma casa, particularmente o pai, a mãe e os filhos; 2 – origem, ascendência. Para o primeiro, em especial, determinaríamos que as relações familiares baseiam-se, essencial-mente, no dia-a-dia dos lares cristãos. Para o segundo, contudo, o termo família assume uma abrangência muito maior, donde, como costumeiramente consideramos, os antepassados, vivos ou falecidos, estabelecem os parâmetros familiares, extrapolando os limites físicos residenciais, mas enraizados na herança do legado perpetuado através das gerações.
        Assim, a família que nasce do Coração amoroso do Pai, na mútua aceitação dos nubentes, frentes a um ministro da Igreja, assume não somente a responsabilidade subentendida de cooperação, multiplicação e auto-proteção, imediatamente e nas futuras gerações, bem como se confirma, visivelmente, nas promessas realizadas aos pés do altar. Promessas de respeito, amor, fidelidade... E, ainda, uma promessa que talvez ultimamente esteja passando despercebida aos olhos dos noivos: aceitar e educar na fé os filhos que Deus lhes confiar! “A fecundidade do amor conjugal não se reduz só à procriação dos filhos, mas deve se estender à sua educação moral e à formação espiritual” (CIC 2221).
       Nisto reside a dimensão missionária da família! Em ser, a exemplo da Família Sagrada de Nazaré, um lar santo onde a presença de Deus seja indubitavelmente observada e constatada. Ora, é promessa do Senhor acompanhar aqueles que com fé a Ele se dirigirem (“Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo” [Mt 28, 20b]) e, ainda mais, aqueles que em Seu nome se reunirem (“Porque onde dois ou três estão reunidos em meu nome, aí estou Eu no meio deles” [Lc 18, 20]). De fato, não se pode separar esta vocação de ser sacrário do Senhor da família que sob Seus cuidados se forma; e, do mesmo modo, o liame da dimensão missionária e família.
       O Catecismo da Igreja Católica diz-nos que é próprio dos pais iniciarem seus filhos na fé: “Pela graça do sacramento do matrimônio, os pais receberam a responsabilidade e o privilégio de evangelizar os filhos. Por isso os iniciarão desde tenra idade nos mistérios da fé, da qual são para os filhos os ‘primeiros arautos’. Associá-los-ão desde a primeira infância à vida da Igreja. A experiência da vida em família pode alimentar
as disposições afetivas que por toda a vida constituirão autênticos preâmbulos e apoios de uma fé viva” (CIC 2225).
       Ora, o que vemos, muito freqüentemente, é a terceirização de todos os passos da formação de nossas crianças, quando a instituição familiar reduz-se à mera reunião entre os provedores de recursos e seus dependentes. Vislumbramos a despreocupação com a formação delas, enquanto atribui-se a outrem a responsabilidade que compete aos pais. Desde a formação intelectual, para a qual os pais enviam seus rebentos esperando que a escola supra suas deficiências como educador e, não obstante, seja capaz de incutir neles princípios morais e éticos que, não raramente, os pais carecem de tempo para apresentar-lhos; como também a formação religiosa, donde observamos cada vez mais intensa a falta de base religiosa familiar nas crianças que são levadas à Catequese. Não muito tempo atrás o seio doméstico era responsável por ensinar as primeiras orações de nossa fé às crianças. Hoje é raro que isto aconteça... Infelizmente!
      O Concílio Vaticano II, na Declaração Gravissimum educationis, sobre a educação cristã, afirma que “o papel dos pais na educação é tão importante que é quase impossível substituí-los” (GE 3). Os progenitores estão delegando seus direitos e devereis de pais a pessoas que, muitas vezes, nem sequer conhecem! A família cristã parece perder-se nas inquietudes de uma vida atribulada e que, cada vez mais, limita tempo para Deus. No mesmo número da referida Declaração ainda lê-se: “A família é a primeira escola das virtudes sociais de que as sociedades têm necessidade”.
        A dimensão missionária inicia-se, incontestavelmente, no cuidado com aqueles que, sedentos pelo conhecimento de Deus, esperam em nossos lares pelas palavras capazes de levá-los a experimentar o incomensurável amor de Deus por nós. Como Santa Teresa de Jesus, virgem e Doutora da Igreja, dizia: “Se não tivermos e não procurarmos a paz em nossa casa, não a encontraremos na alheia”.
        Precisamos resgatar a bendita prática de reunir-se em família para render graças a Deus pelos dons recebidos... Suplicar a bênção de Deus sobre os alimentos... Cear juntos... Rezar... Apresentar ao Pai, unidos em oração, as intenções em comum... Ler a Bíblia... Instruir os pequeninos com exemplos, bem mais eloquentes que as palavras!
      Roguemos ao Bom Deus que nos cumule de bênçãos, por intercessão da Sagrada Família, louvando-o pela honra de ter-nos dado Jesus nascido numa família humana, a fim de que gozasse das docilidades e asperezas de uma família. Enfim, subam-Lhe nossas orações pelas palavras do Ritual de Bênçãos de nossa Igreja: “Nós Vos bendizemos, Senhor, que, na Vossa infinita misericórdia, quisestes que o vosso Filho, feito homem, fizesse parte duma família humana, crescendo no ambiente da intimidade doméstica e conhecendo as suas preocupações e alegrias. Humildemente Vos pedimos, Senhor: guardai e protegei nossas famílias, para que, fortalecidas pela vossa graça, gozem de prosperidade, vivam na concórdia e, como Igreja doméstica, sejam no mundo testemunha da Vossa glória”. *
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* Adaptada da Oração de Bênção da Família; Ritual Romano de Bênçãos, P. 27, nº 58 – G. C. [Gráfica de Coimbra] / Conferência Episcopal Portuguesa.
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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

PORQUE NÃO INICIAR UMA CAMPANHA DE APOIO AO FRADE

símbolos Religiosos nas repartições públicas do Estado de SP?*
(Fonte: FOLHA de SÃO PAULO, de 09/08/2009) *

NOTA DEZ!!!...Este Frade falou em nome de todos os cristãos...e falou a Mais pura verdade

sou Padre católico e concordo plenamente com o Ministério Público de São
Paulo, por querer retirar os símbolos religiosos das repartições públicas.
Nosso Estado é laico e não deve favorecer esta ou aquela religião. A Cruz
deve ser retirada!!!...*

Nunca gostei de ver a Cruz em tribunais, onde os pobres têm menos direitos
que os ricos e onde sentenças são vendidas e compradas...*

Não quero ver a Cruz nas Câmaras legislativas, onde a corrupção é a moeda
mais forte...*

Não quero ver a Cruz em delegacias, cadeias e quartéis, onde os pequenos
são constrangidos e torturados...*

Não quero ver a Cruz em prontos-socorros e hospitais, onde pessoas (pobres)
morrem sem atendimento...*

É preciso retirar a Cruz das repartições públicas, porque Cristo não
abençoa a sórdida política brasileira, causa da desgraça dos pequenos e
pobres.? (Frei Demetrius dos Santos Silva (São Paulo/SP)

PASTORAL DST/AIDS PRECISA DE APOIO

Pastoral DST/AIDS precisa

de voluntários

        Trabalho belíssimo faz a equipe da Pastoral DST/Aids da Diocese de Nova Friburgo coordenada por Ana Carolina. Apesar de não ser muito valorizada, a Pastoral DST é muito importante, pois congrega uma gama muito grande de pessoas excluídas da nossa sociedade. Hoje são 125 famílias atendidas e 175 portadores que recebem além de cesta básica mensalmente e os remédios necessários para o tratamento, apoio médico, psicológico, jurídico, social e acima de tudo amor ao próximo.
          Ainda existe discriminação, porque as pessoas confundem a doença como uma epidemia, mas a verdade é que o vírus da Aids não pega no ar, somente por contato sexual ou transfusão de sangue contaminado.
        O trabalho dessa Pastoral na nossa Diocese ainda é tímido e precisa de muito apoio, principalmente das paróquias. No Vicariato sede apenas a Catedral São João Batista tem esse trabalho e o Monsenhor Antonio Stael de Souza (Pároco) apoia totalmente; no Vicariato Norte na Paróquia Nossa Senhora do Carmo em Carmo com o Padre Jorge Getulio e no Vicariato Litoral na Paróquia Nossa Senhora da Conceição em Rio das Ostras com o Padre Alexandre José de Albuquerque.
         As pessoas interessadas em acompanhar, voluntariar ou participar desse projeto devem procurar a sede da Pastoral no Edifício Executive Center, Praça Getulio Vargas, Nova Friburgo, cujo atendimento acontece de segunda a sexta-feira das 13 às 17h.
         Os dois principais eventos são: a vigília do mês de maio e a comemoração do Dia Mundial de Combate e Aids em 1° de dezembro, que este ano vai começar com a missa celebrada pelo Padre Marcos Belizário (assessor espiritual do Leste 1) às 8h na Catedral São João Batista e depois segue uma série de atividadades até às 14h na praça Dermeval Barbosa Moreira.
        A Pastoral da Aids é um serviço da Igreja Católica que promove vida saudável, incentiva o cuidado de sí e dos outros, evangeliza, humaniza relações, supera preconceitos, discriminação e exclusão.
         O endereço da Pastoral DST/Aids da CNBB é: Rua Hoffmann, 499, Bairro Floresta, cep: 90220 -170, Porto Alegre. RS, telefone: (51) 3346.6405 - 3395.5145. O Assessor Nacional é o Frei Luiz Carlos Lunardi e o Secretário Executivo Frei José Bernardi.

JUBILEU DE OURO

         Nosso Bispo Diocesano completa 50 anos de sacerdócio dia 19 de dezembro e para comemorar a data a Diocese está preparando uma grande festa, com missa solene dia 19 de dezembro às 10h no Colégio Anchieta.

      Você católico que gosta do nosso Pastor, deve estar presente neste dia tão importante para D. Rafael Llano Cifuentes

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

TELEVISÃO CATOLICA PARA NOVA FRIBURGO

Veja a carta que a coordenação da Pastoral de Comunicação enviou à direção da RCATV, esta tarde. Além disso, está sendo passado nas paróquias, capelas, movimentos e pastorais da cidade um abaixo assinado solicitando a Tv católica para a cidade.

Pastoral de Comunicação

Vicariato Sede - Diocese de Nova Friburgo

Ilmo.Sr.
Jorge Ferrarin
Md. Diretor da
RCATV Company


Prezado Senhor:


         Em julho de 2008, solicitamos através de conversa pessoal um canal para a implantação de uma emissora católica na cidade de Nova Friburgo, quando o senhor informou que somente após o mês de maio/2009, esse projeto seria possível, porque não havia naquela oportunidade disponibilidade de canal. Neste momento, retomamos nosso pedido, desejando saber quais as condições e qual o primeiro passo a seguir.
         Justificando o pedido queremos informar que a Igreja Católica Apostólica Romana é absoluta na cidade. Encomendamos pesquisa, elaborada pela Associação Friburguense de Imprensa e estudantes de jornalismo da Universidade Candido Mendes e o resultado foi: 53% Católicos - 21% Evangélicos - 13% Espíritas - 09% budistas, ateus e outros cleros - 04% não responderam
       O Bispo D. Rafael Llano Cifuentes, desde que assumiu em 2005, fez um trabalho de reformulação total, incentivou a dinamização litúrgica, ordenou mais de 30 padres. Temos 18 paróquias, 92 capelas, com população de mais de 80 mil pessoas. Exemplos disso foram os três maiores eventos da igreja deste ano: Unidade Diocesana, 17 mil pessoas; Semana Santa, 25 mil; Corpus Christi, 40 mil pessoas.
                                                                       Sendo só o para o momento,

                                                                                Atenciosamente

                                                                 Nova Friburgo, 16 de novembro de 2009.

                                                                                  José E. P. Duarte
                                                                                      coordenador


sábado, 14 de novembro de 2009

Reflexões de um seminarista

A dimensão missionária familiar...

          Rafael de Oliveira Archetti

“Família que reza unida, permanece unida” (Papa João Paulo II, na Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae).

        Certamente esta frase do Servo de Deus, o Papa João Paulo II, de saudosa memória, é uma das mais contundentes e incisivas considerações que fizera acerca da família cristã. E sob muitos aspectos poder-se-ia discorrer sobre seu papel fundamental, na constituição da sociedade neste cotidiano cada vez mais iludido pela falsa impressão de que Deus não é mais necessário, e indiscutível importância na moldagem da índole dos membros que a compõem. No entanto, neste mês de outubro, mês das Missões, creio fazer-se mister que reflitamos sobre o caráter missionário que indissociavelmente liga-se à família, Igreja doméstica e sinal visível da presença divina a proteger-nos e guiar-nos.
     Mencionar a formação familiar como presença de Deus em nossa marcha existencial pressupõe as condições necessárias para se definir este ou aquele grupo como família, de fato. Ora, o dicionário Aurélio define família em dois aspectos, dentre outros, muito interessantes, a saber: 1 – pessoas aparentadas que vivem, geralmente, na mesma casa, particularmente o pai, a mãe e os filhos; 2 – origem, ascendência. Para o primeiro, em especial, determinaríamos que as relações familiares baseiam-se, essencial-mente, no dia-a-dia dos lares cristãos. Para o segundo, contudo, o termo família assume uma abrangência muito maior, donde, como costumeiramente consideramos, os antepassados, vivos ou falecidos, estabelecem os parâmetros familiares, extrapolando os limites físicos residenciais, mas enraizados na herança do legado perpetuado através das gerações.
          Assim, a família que nasce do Coração amoroso do Pai, na mútua aceitação dos nubentes, frentes a um ministro da Igreja, assume não somente a responsabilidade subentendida de cooperação, multiplicação e auto-proteção, imediatamente e nas futuras gerações, bem como se confirma, visivelmente, nas promessas realizadas aos pés do altar. Promessas de respeito, amor, fidelidade... E, ainda, uma promessa que talvez ultimamente esteja passando despercebida aos olhos dos noivos: aceitar e educar na fé os filhos que Deus lhes confiar! “A fecundidade do amor conjugal não se reduz só à procriação dos filhos, mas deve se estender à sua educação moral e à formação espiritual” (CIC 2221).
         Nisto reside a dimensão missionária da família! Em ser, a exemplo da Família Sagrada de Nazaré, um lar santo onde a presença de Deus seja indubitavelmente observada e constatada. Ora, é promessa do Senhor acompanhar aqueles que com fé a Ele se dirigirem (“Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo” [Mt 28, 20b]) e, ainda mais, aqueles que em Seu nome se reunirem (“Porque onde dois ou três estão reunidos em meu nome, aí estou Eu no meio deles” [Lc 18, 20]). De fato, não se pode separar esta vocação de ser sacrário do Senhor da família que sob Seus cuidados se forma; e, do mesmo modo, o liame da dimensão missionária e família.
          O Catecismo da Igreja Católica diz-nos que é próprio dos pais iniciarem seus filhos na fé: “Pela graça do sacramento do matrimônio, os pais receberam a responsabilidade e o privilégio de evangelizar os filhos. Por isso os iniciarão desde tenra idade nos mistérios da fé, da qual são para os filhos os ‘primeiros arautos’. Associá-los-ão desde a primeira infância à vida da Igreja. A experiência da vida em família pode alimentar  as disposições afetivas que por toda a vida constituirão autênticos preâmbulos e apoios de uma fé viva” (CIC 2225).
     Ora, o que vemos, muito frequentemente, é a terceirização de todos os passos da formação de nossas crianças, quando a instituição familiar reduz-se à mera reunião entre os provedores de recursos e seus dependentes. Vislumbramos a despreocupação com a formação delas, enquanto atribui-se a outrem a responsabilidade que compete aos pais. Desde a formação intelectual, para a qual os pais enviam seus rebentos esperando que a escola supra suas deficiências como educador e, não obstante, seja capaz de incutir neles princípios morais e éticos que, não raramente, os pais carecem de tempo para apresentar-lhos; como também a formação religiosa, donde observamos cada vez mais intensa a falta de base religiosa familiar nas crianças que são levadas à Catequese. Não muito tempo atrás o seio doméstico era responsável por ensinar as primeiras orações de nossa fé às crianças. Hoje é raro que isto aconteça... Infelizmente!
         O Concílio Vaticano II, na Declaração Gravissimum educationis, sobre a educação cristã, afirma que “o papel dos pais na educação é tão importante que é quase impossível substituí-los” (GE 3). Os progenitores estão delegando seus direitos e devereis de pais a pessoas que, muitas vezes, nem sequer conhecem! A família cristã parece perder-se nas inquietudes de uma vida atribulada e que, cada vez mais, limita tempo para Deus. No mesmo número da referida Declaração ainda lê-se: “A família é a primeira escola das virtudes sociais de que as sociedades têm necessidade”.
        A dimensão missionária inicia-se, incontestavelmente, no cuidado com aqueles que, sedentos pelo conhecimento de Deus, esperam em nossos lares pelas palavras capazes de levá-los a experimentar o incomensurável amor de Deus por nós. Como Santa Teresa de Jesus, virgem e Doutora da Igreja, dizia: “Se não tivermos e não procurarmos a paz em nossa casa, não a encontraremos na alheia”.
            Precisamos resgatar a bendita prática de reunir-se em família para render graças a Deus pelos dons recebidos... Suplicar a bênção de Deus sobre os alimentos... Cear juntos... Rezar... Apresentar ao Pai, unidos em oração, as intenções em comum... Ler a Bíblia... Instruir os pequeninos com exemplos, bem mais eloquentes que as palavras!
        Roguemos ao Bom Deus que nos cumule de bênçãos, por intercessão da Sagrada Família, louvando-o pela honra de ter-nos dado Jesus nascido numa família humana, a fim de que gozasse das docilidades e asperezas de uma família. Enfim, subam-Lhe nossas orações pelas palavras do Ritual de Bênçãos de nossa Igreja: “Nós Vos bendizemos, Senhor, que, na Vossa infinita misericórdia, quisestes que o vosso Filho, feito homem, fizesse parte duma família humana, crescendo no ambiente da intimidade doméstica e conhecendo as suas preocupações e alegrias. Humildemente Vos pedimos, Senhor: guardai e protegei nossas famílias, para que, fortalecidas pela vossa graça, gozem de prosperidade, vivam na concórdia e, como Igreja doméstica, sejam no mundo testemunha da Vossa glória”. *
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* Adaptada da Oração de Bênção da Família; Ritual Romano de Bênçãos, P. 27, nº 58 – G. C. [Gráfica de Coimbra] / Conferência Episcopal Portuguesa.
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terça-feira, 10 de novembro de 2009

FESTA DE NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS COMEÇA NESTA SEXTA-FEIRA

O padre Gelcimar Celeste, Pároco da Paróquia Nossa Senhora das Graças, liberou a programação da festa da padroeira que começa dia 13 e prossegue até dia 29. A programação é:
13/11 - sexta-feira
18h30: abertura das novenas da padroeira e missa as 19h
celebrante padre Marcus Vinícius
15/1 domingo
07h30 e 09h30: missa
15h30: carreata e benção dos veículos, após a benção – entronização da imagem de Nossa Senhora das Graças, celebrante Padre Gelcimar
19h30: apresentação do Coral da Casa D’Italia
16/11 - segunda-feira 
19h: missa presidida por D. Alano Maria Pena, Arcebispo de Niterói
17/11 - terça-feira
19h: missa celebrada pelo padre Roberto José Pinto
18/11 - quarta-feira
19h: missa celebrada pelo padre Miguel Angel Marquiegui Zubiarrain
19/11 - quinta-feira
19h: missa celebrada pelo padre Antonio Leão Ferreira
20/11 - sexta-feira
19h: missa celebrada pelo padre Severino Correia da Silva
22/11 - domingo
 missas às 07h30, 09h30
12h: almoço
18h: Encerramento das novenas
18h30: abertura da festa, celebrante Padre Gelcimar; após a missa apresentação do Coro Sinfônico da Banda Euterpe Friburguense, em seguida show popular.
23/11 - segunda-feira
19h: missa de unção dos idosos e benção dos objetos, celebrada pelo padre Jorge Getulio
24/11 - terça-feira
19h: missa de consagração das crianças da comunidade, celebrada pelo padre Fábio da Cunha Felipe
25/11 - quarta-feira
19h: missa da 1ª Eucaristia dos adultos celebrada pelo padre Gelcimar Celeste
26/11 - quintqa-feira
19h: missa do Crisma celebrada pelo Monsenhor Antonio Stael de Souza
27/11 - sexta-feira - dia da padroeira
06h:  alvorada festiva
19h,: missa solene presidida por D. Rafael Llano Cifuentes, Bispo de Nova Friburgo; após a missa louvor com a Banda Graça Divina
28/11 - sábado
9h: missa com coroação da imagem de Nossa Senhora celebrada pelo padre Gelcimar
29/11 - domingo
07h30: missa
09h30: missa da 1ª Eucaristia das crianças da catequese celebrada pelo Padre Gelcimar
17h30: grandiosa procissão e logo após missa solene  celebrada pelo padre Gelcimar – pregador padre Flávio Vieira Jacques (Pároco da Paróquia São Roque. Após a missa grande coroação de Nossa Senhora e queima de fogos.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009


Esperança em detrimento da experiência
         Seminarista Rafael de Oliveira Archetti


“Caminhante, as tuas pegadas são o caminho e nada mais...” (Antonio Machado, em Cantares).



        Cada vez que nossas relações humanas tomam ares mais profundos de convivên-cia particular, irremediavelmente nos lançamos numa tênue caminhada onde residem, lado a lado, a expectativa animada do nascimento de amizades indestrutíveis e a iminência de fracassos circunstanciais que nos lançam numa profunda situação de descon-tentamento com nossa capacidade incomparável de sempre fazer triunfar a esperança sobre a experiência. Isto nos torna fascinantes!
       Lançamo-nos com tanto afinco numa relação que sequer chegamos a lembrar que outrora fôramos infelizes pela incapacidade de compreensão de outrem a nosso respeito. É bem verdade que as feridas emocionais não se curam com o pernoite eficaz no tratamento de uma aguda dor de cabeça, por exemplo. E não raramente incitamos nossa proteção natural anti-sofrimento, como se pudéssemos sobreviver sem aquelas mazelas alheias que tanto nos assolam, não obstante, tornam-nos profundamente fortes para os passos cotidianos.
        A verdade é que somos profundamente egoístas, por mais que nossa luta diária possa residir exatamente na tentativa de minimizar nossas falhas tão alarmantes e na medida em que aquela indizível personalidade que ornara nosso caminhar afasta-se de nossa realidade, sofremos! Entretanto, isto se dá bem mais pela incapacidade de encon-trar sentido e objetivo naquilo que somos irremediavelmente forçados a executar, ainda que seja a mais singela e vital atividade, como o respirar, que pelo infortúnio de ser-nos retirado do convívio alguém tão expressivo, seja pelas desavenças inevitáveis, seja pela insofismável vocação humana à morte.
        E nesse dever de expectativas e frustradas constatações, somos inevitavelmente conduzidos à abominável teoria do preenchimento de nosso vazio existencial, mas sem-pre louvável quando considerada pelo ângulo da superação de nossas desventurosas relações inter humanas. Precisamos satisfazer nossa necessidade do convívio entre os nossos e, mesmo sabendo e experimentando que a presença de um acalenta a forte revolta pela ausência de outrem, somos impelidos pela censura à primeira vista de nossos sentidos a evitar aqueles que aparentam possuir as imperfeições que tanto odiamos em nós mesmos. Como se pudéssemos intuir tais concepções...
        Vemos tomar volume a lista daqueles que adquirem acesso às novas tecnologias, como a Internet, e neste “mundo de ninguém” lançam-se na iludida expectativa de en-contrar na personagem virtual que se apresenta um sincero e inseparável escudeiro. As relações humanas tenderam a resumir-se num encontro no qual a distância geográfica pouco importa, em real prejuízo ao tradicional e mais indicado “encontro olho-no-olho”.
         O ser humano não é uma ilha! Não podemos viver afastados de um meio que nos forme, nem de uma civilização, ainda que nem tanto civilizada, exatamente porque tais conceitos são gerados por aqueles que, alheios às diversas manifestações culturais, ainda são capazes de mensurar realidades diferentes tais quais fossem numa mesma medida.
          Somos errantes e seremos assim! Inevitavelmente... Dois dos grandes compositores brasileiros, numa de suas canções, assim dir-nos-iam: “Não somos perfeitos; ainda!” (Seres Humanos, de Roberto Carlos e Erasmo Carlos). E nessa incessante busca de perfeição, particular e também na pessoa do outro que se apresenta como companheiro de caminhada, deparamo-nos com os erros tão repudiados e precisamos aprender que na longa jornada o importante é considerar os acertos, como méritos daqueles que perseveram em seus objetivos, justamente porque ao permutarmos nossas interações huma-nas com o intuito de precaver-nos das lacunas que foram constatadas, lançamo-nos naquela falsa tranquilidade que nos remete a um eu ilusoriamente inatingível, pelo endeusamento de um caráter que é modelo apenas para o nosso fútil mundo egocêntrico.
          Abrir-se às interações sem medo de decepcionar-se é o clamor que ulula no âmago de nosso ser desde os primórdios deste planeta, quando até mesmo o relato bíblico da criação* faz-nos vislumbrar, seja em qual for a intensidade necessária, que só so-mos completamente felizes quando encontramos pessoas com quem compartilhar nossas experiências, felicidades e inevitáveis fracassos. É quando compartilhamos experiências que vemos que nossos sofrimentos podem ter valido a pena, mesmo que para outros mais que para nós!
             Outrora, a necessidade de interagir com os da mesma espécie era uma questão de sobrevivência, quando o bando possuía mais chance de sobressair-se na luta contra os predadores. Hoje, ainda, a sobrevivência é o objetivo, mesmo que noutros parâmetros...
         Buscamos pessoas verdadeiramente importantes, independente daquilo que so-mos ou precisaríamos conseguir ser! Para quem chorar ou sorrir não significará, em hipótese alguma, tentativa de persuasão; precisamente porque a estes não se faz mister provar nada. Com as quais confirmaríamos aquela máxima do filósofo Francis Bacon: “A amizade duplica as alegrias e divide as tristezas”.
            A isto sim vale a pena se lançar. Neste intuito as reservas naturais são desarma-das e a dualidade tênue supracitada recebe nosso incentivo e coragem objetivando experiências novas e indescritíveis; momentos em que a importância é medida não pela duração temporal de seus acontecimentos, mas sim pela intensidade destes; pois, como diria o poeta Antonio Machado, que epigrafou esta seção, “Caminhante, as tuas pegadas são o caminho e nada mais; Caminhante não há caminho, o caminho faz-se ao caminhar”
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* Referência ao texto contido em Gênesis 2, 20, onde se pode ler: “O homem pôs nomes a todos os animais, a todas as aves dos céus e a todos os animais dos campos; mas não se achava para ele uma ajuda que lhe fosse adequada”.
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