domingo, 31 de outubro de 2010

31° domingo do tempo comum
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Exulte o coração dos que buscam a Deus
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Liturgia do dia: Sabedoria: 11, 22 – 12, 22
                         Salmo: 144
                         2° Tessalonicenses 1, 11. 2, 2
                         São Lucas 19, 1 – 10
Deus deseja hospedar-se em nossa casa.
Para isso, abrimos os ouvidos a fim de acolher a palavra que nos prepara para receber aquele que vem morar conosco.
Uma de nossas maiores tentações consiste em relacionar-nos somente com aqueles que pertencem à nossa classe.
Julgamos os outros como se fôssemos Deus.
Nós os classificamos de bons ou maus de maneira definitiva.
Afortunadamente não foi assim que Jesus tratou Zaqueu nem é assim que nos trata a nós.
Nosso juízo sobre os outros só nos condena a nós mesmos.
Deus, ao invés, sempre busca aproximar-nos mais dele.
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Divulgue
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Igreja celebra o Dia Nacional da Juventude
         No Dia Nacional da Juventude (DNJ), 24 de outubro, "DNJ 25 anos: celebrando a memória e transformando a história", a juventude da diocese de Itapipoca (CE), marchou contra a violência pelas principais ruas do município de Trairi. Ao som de músicas do repertório jovem, cerca de 2 mil jovens cantaram demonstrando à sociedade o espírito jovem em favor da vida.
         O bispo diocesano, dom Antônio Roberto Cavuto, seguiu a juventude na caminhada e enalteceu a participação na celebração dos 25 anos de DNJ, ressaltando as lutas articuladas pelas Pastorais da Juventude desde 1985, com o Ano Internacional da Juventude.
         Em Juiz de Fora (MG), a festa do DNJ foi celebrada por meio do Cristo Folia 2010. Cerca 20 mil jovens participaram da festa que celebrou os 25 anos de caminhada do evento.
          Durante a caminhada, nos intervalos musicais, os presentes eram animados pelo arcebispo, dom Gil Moreira, que do trio elétrico, animava o coro.
        Ao chegar na catedral, os jovens participaram do ponto máximo do Cristo Folia, a celebração eucarística. “Sinto-me jovem quando me encontro com vocês. Quando vejo jovem entusiasmado com Cristo, penso como valeu a pena escutar o chamado de Jesus e me tornar padre”, destacou dom Gil.
           Durante a missa, ainda foi lembrado o Dia Mundial das Missões, também celebrado no domingo, e o I Sínodo Arquidiocesano, que vai ter celebração de encerramento em 21 de novembro.
       O Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB) do Regional Sul 1 da CNBB (São Paulo) escreveu uma carta aos jovens de todo o Brasil por ocasião do DNJ-2010. “A defesa da vida da juventude, que vem sendo exterminada, quer fisicamente, quer nos sonhos e esperanças, é para nós a imagem do crucificado. Unimo-nos a vocês na luta contra todo e qualquer extermínio da juventude”, escreve o Conselho, no texto.

sábado, 30 de outubro de 2010

Sábado da XXX semana comum
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A amizade só sobrevive ao tempo quando renovamos o conteudo diariamente
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cor branca
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Liturgia do dia: Filipenses 1, 18b - 26
                        Salmo: 41
                        São Lucas 14, 1. 7 - 11
A presença e a ação do Senhor nos trazem a Salvação que é vida nova já iniciada no batismo.
A comunidade lê o Evangelho e o confronta com a vida, e nela não pode haveer privilégios nem privilegiados.
Na realidade a grandeza não é algo que possamos atribuir a nós mesmos.
Essa espécie de grandeza não é mais que arrogância.
A verdadeira grandeza nos é conferida por aqueles que nos cercam, que veem nossas obras e sabem que representam a vontade de Deus para o bem dos outros.
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Divulgue
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Nota da Presidência da CNBB por
ocasião de sua visita anual a Roma .
          Como acontece todos os anos, a Presidência da CNBB realizou mais uma visita ao Santo Padre e a diversos setores da Cúria Romana, para apresentar o balanço das principais atividades da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil no ano que passou, bem como acolher sugestões e orientações, refletir sobre opções e alternativas pastorais e, sobretudo, expressar nossa comunhão afetiva e efetiva com o Sucessor de Pedro e a Sé Apostólica.
         Para nossa alegria, a cada encontro, nos sentíamos confortados pela carinhosa acolhida com que éramos recebidos, bem como pelas palavras de incentivo, profundo amor e zelo apostólico expressos pela Santa Sé para com a Igreja no Brasil.
         Nossa presença em Roma coincidiu com a Visita ad Limina dos Bispos do Regional Nordeste V da CNBB (Estado do Maranhão), com os quais convivemos de maneira muito fraterna ao longo desses dias. Com alegria e gratidão acolhemos, em primeira mão, o discurso que o Papa Bento XVI dirigiu a esses nossos irmãos Bispos e, através deles, a todo o episcopado brasileiro. Em seu pronunciamento, o Santo Padre confirmou a preocupação constante da Igreja no Brasil em defesa da vida, da família e da liberdade religiosa. O Santo Padre enfatizou o direito e o dever de cada Bispo, em sua Diocese, de orientar seus fiéis em questões de fé e moral, inclusive em matéria política, confirmando o que a CNBB havia recordado em documentos, notas e entrevistas anteriores. O mesmo direito e dever, de acordo com as normas canônicas, estende-se à própria Conferência enquanto organismo a serviço da comunhão episcopal e da pastoral orgânica em nosso país.
         Concluímos nossa visita anual, última realizada no atual mandato da Presidência da CNBB, com o coração repleto de alegria pela certeza do dever cumprido. Imploramos a Nossa Senhora Aparecida suas bênçãos para todo o povo brasileiro, neste momento importante de nossa história.
Roma, 29 de outubro de 2010
Dom Geraldo Lyrio Rocha - Arcebispo de Mariana (rvMG) Presidente da CNBB
Dom Luis Soares Vieira - Arcebispo de Manaus (AM) - Vice-Presidente da CNBB
Dom Dimas Lara Barbosa - Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro - Secretário Geral da CNB
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 Dom Pedro Casaldáliga é
submetido a cirurgia
       No fim da tarde desta sexta-feira, 29, o bispo emérito de São Félix do Araguaia (MT), dom Pedro Casaldáliga, 83 anos, será internado no Hospital do Rim de Goiânia. Ele será submetido a uma cirurgia na próstata. No dia 8 de outubro ele havia sido internado durante 10 dias em Ceres (GO), para pequenas intervenções médicas. Logo depois, ele passou por algumas avaliações em Goiânia. Segundo José Maria Torres, que acompanha o bispo, dom Pedro está bem e logo que se recuperar deverá voltar para São Félix..:

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Sexta-feira da XXX semana comum
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Se pela força da distância você se ausenta. Pela força que há na saudade, você voltarás
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Cor verde
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Liturgia do dia: Filipenses 1, 1 -11
                         Salmo: 110
                         São Lucas 14, 1 – 6
A Palavra de Deus nos motiva a reconhecer as conquistas da comunidade e as boas ações por ela praticadas.
Toda ação que favorece o ser humano não tem limite de tempo ou de espaço para ser realizada
Nenhuma lei pode ser realmente válida se seu comprimento impede a sociedade de fazer o bem.
Portanto, devemos procurar a Lei que está acima da lei.
Temos de interrogar-nos se a lei que observamos é equiparável ao bem que precisamos fazer por seu intermédio.
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Divulgue:
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Cardeal Geraldo Majella anuncia
a beatificação de irmã Dulce
          O cardeal arcebispo de Salvador (BA), dom Geraldo Majella Agnelo anunciou, na manhã desta quarta-feira, 27, a beatificação da irmã Dulce. O pronunciamento foi feito na sede das Obras Sociais Irmã Dulce, em Salvador, e o cardeal informou que até o fim do ano será conhecida a data da cerimônia de beatificação.
        Para ser considerada beata, foi necessária a comprovação da existência de um milagre atribuído a religiosa; fato que aconteceu esta semana em Roma. O processo ainda precisa ser assinado pelo papa para ser concluído.
         De acordo com dom Geraldo, a religiosa é exemplo para os cristãos e a sua história de vida é o que justifica a beatificação e o processo de canonização. “Todo santo é um exemplo de Cristo, como foi o caso dela (Irmã Dulce); aquela dedicação diuturna durante toda a vida aos pobres e sofredores”.
       Irmã Dulce é a primeira baiana a tornar-se beata e agora está a um passo da canonização. O título de santa só poderá ser conferido após a comprovação de mais dois milagres intercedidos pela religiosa e reconhecidos pelo Vaticano.
         A causa da beatificação de Irmã Dulce foi iniciada em janeiro do ano 2000 pelo próprio dom Geraldo Majella. Desde junho de 2001, o processo tramita na Congregação para a Causa dos Santos no Vaticano.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Quinta-feira da XXX semana comum
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Mesmo quando a visão se turva e o coração só chora, mas na alma há certeza da vitória
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Santos Simão e Judas (apóstolos)
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Liturgia do dia: Efésios 2, 19 – 22
                         Salmo: 18
                         São Lucas 6, 12 – 19
Os cristãos estão integrados no edifício que tem como fundamento Cristo e os apóstolos, escolhidos para ser o núcleo da nova comunidade.
O objetivo da oração é conduzir-nos às profundezas do coração e da mente de Deus.
Não oramos para mudar a Deus.
Rezamos para mudar a nós mesmos, de tal maneira que se cumpra a palavra de Deus em nós.
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Divulgue
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Vem aí a 3° Peregrinação Nacional
da família e o 1° simpósio
       A Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família - CNBB e a Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF) já estão preparando a 3ª. Peregrinação Nacional da Família, a ser celebrada no dia 29 de maio de 2011, no Santuário Nacional de Aparecida (SP)
          Com o tema: “Família, Pessoa e Sociedade”, pela primeira vez, a Comissão Nacional da Pastoral Familiar, realizará na véspera da Peregrinação, no sábado, dia 28 de maio, o 1º Simpósio da Família, no Auditório do Santuário Nacional. Para os interessados em participar do Simpósio, deverão fazer inscrições a partir de janeiro ( aguardem orientação). Várias personalidades estarão debatendo a temática e interagindo com os participantes. O simpósio terá início às 8h30, com intervalo para lanche e término às 17h.
          Às 18h, solene celebração eucarística na Basílica Nacional de Aparecida, procissão até a Basílica antiga, pregação e consagração das famílias a Nossa Senhora. No domingo, dia da grande concentração, todas as missas do dia, a saber: das 5h30, 8h, 10h, 12h, 14h, 16h e 18h serão presididas por Bispos convidados pela Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB. Além de refletir sobre a temática, os bispos lembrarão os 30 anos da divulgação da Exortação Apostólica Familiaris Consotio (“A missão da família cristã no mundo de hoje”).
      Participe, desde já, usando camisetas e preparando faixas, cartazes e outdoors. Divulgue em jornais, revistas, rádios e TVs (católicos ou não) a importância desse evento em favor da família. Anuncie por toda parte este lema: “Minha família é importante! Eu participo!”
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São Judas Tadeu
      São Judas Tadeu, nascido em Caná de Galiléia, na Palestina, era filho de Alfeu (ou Cleofas) e Maria Cleofas. O pai, Alfeu, era irmão de São José e a mãe, prima-irmã de Maria Santíssima. Portanto, Judas Tadeu era primo-irmão de Jesus, tanto pela parte do pai como da mãe.
Um de seus irmãos, Tiago, também foi chamado por Jesus para ser apóstolo. Era chamado de Tiago Menor para diferenciar do outro apóstolo Tiago que, por ser mais velho que o primeiro, era chamado de Maior.
       Judas Tadeu tinha quatro irmãos: Tiago, José, Simão e Maria Salomé. O relacionamento da família de Judas Tadeu com o próprio Jesus Cristo, pelo que se consegue perceber na Bíblia é o seguinte: Alfeu (Cleofas) era um dos discípulos a quem Jesus apareceu no caminho de Emaús, no dia da ressurreição. Maria Cleofas, uma das piedosas mulheres que tinham seguido a Jesus desde a Galiléia e permaneceram ao pé da cruz, no Calvário, junto com Maria Santíssima .
               Dos irmãos dele, Tiago foi um dos doze apóstolos, que se tomou o primeiro bispo de Jerusalém. José, apenas conhecido como o Justo. Simão foi o segundo bispo de Jerusalém, após Tiago. E Maria Salomé, a única irmã, foi mãe dos apóstolos Tiago Maior e João evangelista.  É de se supor que houve muita convivência de Judas Tadeu com o primo e os tios. Essa fraterna convivência, além do parentesco, pode ter levado são Marcos a citar Judas e os irmãos como irmãos de Jesus (Mc 6,3).
             Citações na Bíblia
       A Bíblia trata pouco de Judas Tadeu. Mas, aponta o importante: Judas Tadeu foi escolhido a dedo, por Jesus, para apóstolo. Quando os evangelhos nomeiam os doze escolhidos, consta sempre Judas ou Tadeu entre a relação. O livro dos Atos dos Apóstolos também se refere a ele (At 1,13). Além dessas vezes em que Judas Tadeu aparece entre os colegas do colégio apostólico, apenas uma vez é citado especialmente nas Escrituras. Foi no episódio da santa Ceia, na quinta-feira santa, narrado por seu sobrinho João evangelista (Jo 14,22). Nesta oportunidade, quando Jesus confidenciava aos apóstolos as maravilhas do amor do Pai e lhes garantia especial manifestação de si próprio, Judas Tadeu não se conteve e perguntou: "Mestre, por que razão hás de manifestar-te só a nós e não ao mundo?" Jesus lhe respondeu afirmando que teriam manifestação dele todos os que guardassem sua palavra e permaneces- sem fiéis a seu amor. Sem dúvida, nesse fato, Judas Tadeu demonstra sua generosa compaixão por todos os homens, para que se salvem todos. A fidelidade, coragem e perseverança dos Doze Grandes Homens do Evangelho, contribuíram para que o nome de Jesus viesse ser o mais admirado, citado e respeitado dos nomes.
                   A vida de São Judas Tadeu
         Depois que os Apóstolos receberam o Espírito Santo, no Cenáculo em Jerusalém, iniciaram a construção da Igreja de DEUS, com a evangelização dos povos. São Judas iniciou sua pregação na Galiléia. Depois viajou para a Samaria e outras populações judaicas. Tomou parte no primeiro Concílio de Jerusalém, realizado no Ano 50. A seguir, foi evangelizar a Síria, Armênia e Mesopotâmia (atual Pérsia), onde ganhou a companhia de outro apóstolo, Simão, o "zelote", que evangelizava o Egito.
       A pregação e o testemunho de São Judas Tadeu, foi realizado de modo enérgico e vigoroso, que atraiu e cativou os pagãos e povos de outras religiões que se converteram ao cristianismo. Ele mostrou que sua adesão a CRISTO era completa e incondicional, testemunhando sua fé com doação da própria vida.  São Jerônimo nos assegura que o Apóstolo pregou e evangelizou Edessa, bem como em toda Mesopotâmia (Pérsia).
        No ano 70, foi martirizado de modo cruel, violento e desumano; morrendo a golpes de machado, desferidos por sacerdotes pagãos, por se recusar a prestar culto à deusa Diana.  Devido ao seu martírio, São Judas Tadeu é representado em suas imagens/estátuas segurando um livro, simbolizando a palavra que anunciou, e uma machadinha, o instrumento de seu martírio.  Suas relíquias atualmente são veneradas na Basílica de São Pedro, em Roma. Sua festa litúrgica celebra-se, todos os anos, na provável data de sua morte: 28 de outubro de 70.
              Curiosidades acerca de São Judas Tadeu
      Santa Gertrudes e São Bernardo de Claraval entre muitos outros Santos, também foram fervorosos cultivadores do culto a SÃO JUDAS TADEU. Santa Gertrudes escrevendo sua biografia, conta que JESUS lhe apareceu aconselhando invocar São Judas Tadeu, até nos "casos mais desesperados". A partir de então, cresceu a fé do povo na especial intercessão do Santo, principalmente nos "casos impossíveis".  Certa vez, Santa Brígida estava orando, quando teve uma visão de Jesus. Este lhe disse:
Invocai com grande confiança ao meu apóstolo Judas Tadeu. prometo socorrer a todos quantos por seu intermedio a mim recorrerem.
          Conforme conta o historiador Eusébio, Judas Tadeu teria sido o esposo nas núpcias de Caná (bodas de Caná), isso explicaria a presença de Maria e de Jesus.  Devido à notoriedade de Tiago na Igreja primitiva, Judas Tadeu era sempre lembrado como o irmão de Tiago
        No texto grego São JUDAS é chamado LEBEU que significa: "LEB" - CORDATO, BONDOSO, OU CORAJOSO. TADEU porém, vem da palavra siríaca "THAD" que quer dizer: MISERICORDIOSO, BENIGNO.  nome de São JUDAS foi muitas vezes substituído pelo de TADEU, por causa do nome de Judas Iscariotes, o traidor. Os próprios Evangelistas como São João, ao se referirem a São JUDAS TADEU, Apóstolo, diziam: JUDAS, não o Iscariotes ou o traidor.
       Apóstolo cujo nome lembra o "traidor" de JESUS, Judas Iscariotes, teve sua devoção esquecida durante muitos séculos. Mas a Providência Divina se manifestou no momento oportuno, para exaltar as suas qualidades e notável humildade, transformando-o no querido e poderoso Santo intercessor das "causas impossíveis", que consegue junto ao CRIADOR as graças necessárias, em benefício de todos aqueles que buscam e procuram o seu inestimável auxílio.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Quarta-feira feira da XXX semana comum
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Quem te abandonou não te conheceu e quem não te conhece, jamais poderia ter te abandonado.
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Cor verde
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Liturgia do dia: Efésios 6, 1 – 9
                         Salmo: 144
                         São Lucas 6, 12 – 19
O fato de sermos cristãos não é meio mágico e automático de salvação, esta é fruto do encontro humano com o infinito de Deus. É necessário passar pela porta estreita para entrar no reino.
É possível obter grandes vantagens na vida agindo com desonestidade e arrogância, absorvidos por nosso próprio interesse.
Todavia, essa classe de vantagens só dura, quanto dura o pó de onde surgiram.
Só o serviço aos outros nos faz ser os primeiros aos olhos de Jesus.
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Divulgue
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 Papa Bento XVI anuncia Sínodo para
a Nova Evangelização em 2012
           No encerramento do Sínodo para o Oriente Médio, no domingo, 24, o papa Bento XVI anunciou um Sínodo para a Nova Evangelização em 2012. O pontífice reiterou a “urgente necessidade” de uma nova evangelização, sobretudo “nos países de antiga cristianização”. Em entrevista à Rádio Vaticano, o presidente do recém-criado dicastério para a “Nova Evangelização”, arcebispo Rino Fisichella, disse que acolheu a notícia com “grande admiração”, porém “surpreso e alegre” pelo papa tratar o tema com atenção.
      “Em primeiro lugar, com grande admiração acolho a grande surpresa pela relevância que o papa dá a esse tema que se torna sempre mais importante uma nota característica de seu Pontificado. Portanto, uma surpresa unida ao sentido de profunda alegria ao saber que o papa, além de ter instituído semanas atrás o novo Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, agora pense também em envolver todo o episcopado no mundo para esse Sínodo de 2012”.
        Dom Rino, no entanto, considera a importância da Igreja rever seus métodos de evangelização. “Creio que existam alguns pontos fundamentais que retornam à mente e, em primeiro lugar, diria, a exigência de renovar tudo aquilo que é a capacidade da Igreja de querer estar em condições de ainda levar o Evangelho de Jesus Cristo ao homem de hoje”. O tema da secularização é outra atenção que deve ser dada à Igreja, de acordo com o presidente da Congregação. “Inevitavelmente há o grande tema da secularização, um fenômeno que deve ser olhado e estudado com atenção, dando, porém, uma resposta positiva”. (Informações: Rádio Vaticano)

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Cardeais brasileiros se alegram
com a nomeação de dom Damasceno
          O cardeal arcebispo de São Paulo, dom Odilo Pedro Scherer, recebeu com alegria o anúncio de que o arcebispo de Aparecida, dom Raymundo Damasceno Assis está entre os 24 cardeais que serão criados no consistório de 20 de novembro. “A nomeação de dom Raymundo demonstra a especial consideração do papa Bento 16 por Dom Raymundo Damasceno e pela Igreja no Brasil”.
        A capacidade de relacionamento com as pessoas de todos os horizontes, seja político ou religioso. É um diplomata nato”, destaca dom José Freire Falcão, arcebispo emérito de Brasília. Dom Raymundo, que atuou como padre na capital federal, foi ordenado bispo pelo cardeal Falcão, em 1986, com quem atuou como bispo auxiliar.
     Até a nomeação de dom Raymundo, eram oito os cardeais brasileiros – dom Geraldo Majella Agnelo; dom Odilo Pedro Scherer; dom Claúdio Hummes; dom Eusébio Oscar Scheid; dom Paulo Evaristo Arns; dom Eugênio de Araújo Sales; dom Serafim Fernandes de Araújo; dom José Freire Falcão.
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Futuro cardeal acolhe nomeação com humildade
           “Confio na graça de Deus e aceito esta nomeação com muita humildade, com muita confiança em Deus e confiante nas orações de todos os devotos e romeiros da Mãe Aparecida para que eu possa continuar servindo a Igreja da melhor maneira possível”, afirmou dom Damasceno, em entrevista concedida nesta manhã ao portal "A12". Ele está em Roma, participando do Sínodo dos Bispos sobre o Oriente Médio.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Terça-feira da XXX semana comum
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O que sai de mim cada vez que amo? Eu vivo para saber. Não para de amar para saber o que sai de você, um dia descobre.
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Cor verde
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Liturgia do dia: Efésios 5, 21 – 23
                            Salmo: 127
                            São Lucas 13, 18 – 21
Por meio da semente da Palavra de Deus anunciada por Cristo e propagada pelos missionários de todos os tempos, o reino de Deus vai se misturando nos corações e ambientes dispostos a conhece-los.
Quando construi9rmos o reino de Deus na terra os pobres terão casa, os famintos serão saciados, as nações viverão em paz, a escala de valores deste mundo se tornará santa e justa
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Divulgue
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Mensagem do Papa para o 97º Dia
Mundial do Migrante e do Refugiado
        O papa Bento XVI divulgou a mensagem para o 97° Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, que será celebrado no domingo, 16 de janeiro de 2011. Segundo o Pontífice, o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado oferece a oportunidade, a toda a Igreja, para refletir sobre o tema relacionado com o crescente fenômeno da migração, para rezar a fim de que os corações se abram ao acolhimento cristão e “trabalhem para que cresçam no mundo a justiça e a caridade, colunas para a construção de uma paz autêntica e duradoura”.
        Leia a íntegra da mensagem do papa Bento XVI.
Queridos Irmãos e Irmãs!
         O Dia Mundial do Migrante e do Refugiado oferece a oportunidade, a toda a Igreja, para refletir sobre o tema relacionado com o crescente fenômeno da migração, para rezar a fim de que os corações se abram ao acolhimento cristão e trabalhem para que cresçam no mundo a justiça e a caridade, colunas para a construção de uma paz autêntica e duradoura. “Que vos ameis uns aos outros assim como Eu vos amei” (Jo 13, 34) é o convite que o Senhor nos dirige com vigor e nos renova constantemente: se o Pai nos chama para sermos filhos amados no seu Filho predileto, chama-nos também para nos reconhecermos a todos como irmãos em Cristo.
        Deste vínculo profundo entre todos os seres humanos surge o tema que escolhi este ano para a nossa reflexão: “Uma só família humana”, uma só família de irmãos e irmãs em sociedades que se tornam cada vez mais multi-étnicas e intra-culturais, onde também as pessoas de várias religiões são estimuladas ao diálogo, para que se possa encontrar uma serena e frutuosa convivência no respeito das legítimas diferenças. O Concílio Vaticano II afirma que “os homens constituem todos uma só comunidade; todos têm a mesma origem, pois foi Deus quem fez habitar em toda a terra o inteiro gênero humano (cf. Act 17, 26); têm, além disso, o mesmo fim último, Deus, cuja providência, testemunho de bondade e desígnios de salvação se estendem a todos» (Decl. Nostra aetate,1). Assim, nós “não vivemos uns ao lado dos outros por acaso; estamos percorrendo todos um mesmo caminho como homens e por isso como irmãos e irmãs” (Mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2008, 6).
      O caminho é o mesmo, o da vida, mas as situações por que passamos neste percurso são diversas: muitos devem enfrentar a difícil experiência da migração, nas suas diversas expressões: internas ou internacionais, permanentes ou periódicas, econômicas ou políticas, voluntárias ou forçadas. Em vários casos a partida do próprio país é estimulada por diversas formas de perseguição, de modo que a fuga se torna necessária. Depois, o próprio fenômeno da globalização característico da nossa época, não é só um processo socioeconômico, mas comporta também «uma humanidade que se torna mais interrelacionada”, superando confins geográficos e culturais. A este propósito, a Igreja não cessa de recordar que o sentido profundo deste processo sazonal e o seu critério ético fundamental são dados precisamente pela unidade da família humana e pelo seu desenvolvimento no bem (cf. Bento XVI, Enc. Caritas in veritate, 42).
           Portanto, todos pertencem a uma só família, migrantes e populações locais que os recebem, e todos têm o mesmo direito de usufruir dos bens da terra, cujo destino é universal, como ensina a doutrina social da Igreja. Aqui encontram fundamento a solidariedade e a partilha.
       “Numa sociedade em vias de globalização, o bem comum e o empenho em seu favor não podem deixar de assumir as dimensões da família humana inteira, ou seja, da comunidade dos povos e das nações, para dar forma de unidade e paz à cidade do homem e torná-la em certa medida antecipação que prefigura a cidade de Deus sem barreiras.” (Bento XVI, Enc. Caritas in veritate,7). É esta a perspectiva com a qual olhar também para a realidade das migrações. De fato, como já fazia notar o Servo de Deus Paulo VI, “a falta de fraternidade entre os homens e entre os povos” é causa profunda de subdesenvolvimento (Enc. Populorum progressio, 66) e – podemos acrescentar – incide em grande medida sobre o fenômeno migratório. A fraternidade humana é a experiência, por vezes surpreendente, de uma relação que irmana, de uma ligação profunda com o próximo, diferente de mim, baseado no simples fato de sermos homens.
     Assumida e vivida responsavelmente ela alimenta uma vida de comunhão e de partilha com todos, sobretudo com os migrantes; apoia a doação de si aos demais, ao seu bem, ao bem de todos, na comunidade política local, nacional e mundial.
        O Venerável João Paulo II, por ocasião deste mesmo Dia celebrado em 2001, ressaltou que “(o bem comum universal) abrange toda a família dos povos, acima de todo o egoísmo nacionalista. É neste contexto que se considera o direito de emigrar. A Igreja reconhece-o a cada homem no duplo aspecto da possibilidade de sair do próprio País e a possibilidade de entrar num outro à procura de melhores condições de vida.” (Mensagem para o Dia Mundial das Migrações 2001,3; cf. João XXIII, Enc. Mater et Magistra,30: Paulo VI, Octogésima Adveniens,17). Ao mesmo tempo, os Estados têm o direito de regular os fluxos migratórios e de defender as próprias fronteiras, garantindo sempre o respeito devido à dignidade de cada pessoa humana.
        Além disso, os imigrantes têm o dever de se integrarem no país que os recebe, respeitando as suas leis e a identidade nacional. “Procurar-se-á então conjugar o acolhimento devido a todo o ser humano, sobretudo no caso de pobres, com a avaliação das condições indispensáveis para uma vida decorosa e pacífica tanto dos habitantes originários como dos adventícios” (João Paulo II, Mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2001, 13).
         Neste contexto, a presença da Igreja, como povo de Deus a caminho na história no meio de todos os outros povos, é fonte de confiança e esperança. De fato, a Igreja é «em Cristo, é como que o sacramento, ou sinal, e o instrumento da íntima união com Deus e da unidade de todo o gênero humano» (Conc. Ec. Vat. II, Const. Dog. Lumen gentium,1); e, graças à ação do Espírito Santo nela, «o esforço por estabelecer a universal fraternidade não é vão» (Ibid, Const. Past. Gaudium et spes, 38). De modo particular é a Sagrada Eucaristia que constitui, no coração da Igreja, uma fonte inexaurível de comunhão para toda a humanidade. Graças a ela, o Povo de Deus abraça «todas as nações, tribos, povos e línguas» (Ap 7, 9) não com uma espécie de poder sagrado, mas com o serviço superior da caridade. Com efeito, a prática da caridade, sobretudo em relação aos mais pobres e débeis, é critério que prova a autenticidade das celebrações eucarísticas (cf. João Paulo II, Carta apost. Mane nobiscum Domine, 28).
      À luz do tema “Uma só família humana”, deve ser considerada especificamente a situação dos refugiados e dos outros migrantes forçados, que são uma parte relevante do fenômeno migratório. Em relação a estas pessoas, que fogem de violências e de perseguições, a Comunidade internacional assumiu compromissos bem determinados. O respeito dos seus direitos, assim como das justas preocupações pela segurança e pela unidade social, favorecem uma convivência estável e harmoniosa.
        Também no caso dos migrantes forçados a solidariedade alimenta-se na “reserva” de amor que nasce do considerar-se uma só família humana e, para os fieis católicos, membros do Corpo Místico de Cristo: somos de fato dependentes uns dos outros, todos responsáveis dos irmãos e das irmãs em humanidade e, para quem crê, na fé. Como já tive a ocasião de dizer, “Acolher os refugiados e dar-lhes hospitalidade é para todos um gesto obrigatório de solidariedade humana, para que eles não se sintam isolados por causa da intolerância e do desinteresse” (Audiência geral de 20 de Junho de 2007: Insegnamenti II, 1 [2007], 1158). Isto significa que todos os que são forçados a deixar as suas casas ou a sua terra serão ajudados a encontrar um lugar no qual viver em paz e em segurança, onde trabalhar e assumir os direitos e deveres existentes no país que os acolhe, contribuindo para o bem comum, sem esquecer a dimensão religiosa da vida.
        Por fim, gostaria de dirigir um pensamento particular, sempre acompanhado da oração, aos estudantes estrangeiros e internacionais, que também são uma realidade em crescimento no âmbito do grande fenômeno migratório. Trata-se de uma categoria também socialmente relevante na perspectiva do seu regresso, como futuros dirigentes, aos países de origem. Eles constituem «pontes» culturais e econômicas entre estes países e os que os recebem, e tudo isto se orienta para formar «uma só família humana». É esta convicção que deve apoiar o compromisso a favor dos estudantes estrangeiros e acompanhar a atenção pelos seus problemas concretos, como as dificuldades econômicas ou o mal-estar de se sentirem sozinhos ao enfrentar um ambiente social e universitário muito diferente, assim como as dificuldades de inserção. A este propósito, aprazme recordar que “pertencer a uma comunidade universitária significa estar na encruzilhada das culturas que formaram o mundo moderno” (cf. João Paulo II, Aos Bispos dos Estados Unidos das Províncias eclesiásticas de Chicago, Indianápolis e Milwaukee em visita “ad limina”, 30 de Maio de 1998, 6: Insegnamenti XXI, 1 [1998], 1116). A cultura das novas gerações forma-se na escola e na universidade: depende em grande medida destas instituições a sua capacidade de olhar para a humanidade como para uma família chamada a estar unida na diversidade.
        Queridos irmãos e irmãs, o mundo dos migrantes é vasto e diversificado. Conhece experiências maravilhosas e prometedoras, assim como, infelizmente, muitas outras dramáticas e indignas do homem e de sociedades que se consideram civis. Para a Igreja, esta realidade constitui um sinal eloquente do nosso tempo, que dá mais realce à vocação da humanidade de formar uma só família e, ao mesmo tempo, as dificuldades que, em vez de a unir, a dividem e dilaceram. Não percamos a esperança, e rezemos juntos a Deus, Pai de todos, para que nos ajude a ser, cada um em primeira pessoa, homens e mulheres capazes de estabelecer relações fraternas; e, a nível social, político e institucional, incrementem-se a compreensão e a estima recíproca entre os povos e as culturas. Com estes votos, invocando a intercessão de Maria Santíssima Stella Maris, envio de coração a todos a Bênção Apostólica, de modo especial aos migrantes e aos refugiados e a quantos trabalham neste importante âmbito.  Papa Bento XVI

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Segunda-feira da XXX semana comum
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O amor a Deus e ao próximo é um amor a si mesmo. Eu ainda acredito no que Deus pode em mim. Volte a gostar de você.
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Santo Antonio de Sant´Anna Galvão
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Cor branca
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Liturgia do dia: Efésios 4, 32. 5, 8
                            Salmo:1
                            São Lucas, 13, 10 – 17
O caminho da caridade nos conduz a Deus e a eternidade feliz; andemos pois por ele.
O dia do Senhor é o dia em que Deus devolve a vida, e não o de cumprimento de normas estabelecidas.

Existem leis humanas – sempre tem sido muito fácil estabelece-las – que respondem a estruturas e valores deste mundo desafiando a lei de Deus de fazer o bem acima de tudo.
Desobedecer a estas leis é obedecer ás leis de Deus.
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Santo Antônio de Sant'Ana Galvão, OFM, mais conhecido como Frei Galvão (Guaratinguetá, 1739 — São Paulo, 23 de dezembro de 1822) foi um frade católico e primeiro santo nascido no Brasil. Foi canonizado pelo papa Bento XVI durante sua visita ao Brasil (São Paulo) em 11 de maio de 2007.
         O pai, Antônio Galvão de França, nascido em Portugal, era o capitão-mor da vila. Sua mãe, Isabel Leite de Barros, era filha de fazendeiros, neta de Luzia Leme, irmã de Pedro Dias Paes Leme e tia de Fernão Dias Paes Leme, o Caçador de Esmeraldas.
      Antônio viveu com seus irmãos numa casa grande e rica, pois seus pais gozavam de prestígio social e influência política. O pai, querendo dar uma formação humana e cultural segundo suas possibilidades econômicas, mandou o filho com a idade de treze anos para o Colégio de Belém, dos padres jesuítas, na Bahia, onde já se encontrava seu irmão José.
         Lá fez grandes progressos nos estudos e na prática cristã, de 1752 a 1756. Queria tornar-se jesuíta, mas por causa da perseguição movida contra a Ordem pelo Marquês de Pombal, seu pai o aconselhou a entrar para os franciscanos, que tinham um convento em Taubaté, não muito longe de Guaratinguetá. Assim, renunciou a um futuro promissor e influente na sociedade de então, e aos 16 anos, entrou para o noviciado na Vila de Macacu, no Rio de Janeiro.
        Estátua do frade em sua cidade natal, Guaratinguetá.A 16 de abril de 1761 fez seus votos solenes, na Ordem dos Frades Menores, dentro do território da Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil. Um ano após foi admitido à ordenação sacerdotal, pois julgaram seus estudos suficientes.
          Ordenado padre na Igreja de Santo Antônio do Largo da Carioca (Rio de Janeiro), no dia 11 de julho de 1762. Morou pouco tempo no Largo da Carioca, foi completar os estudos em São Paulo, onde viveu praticamente a vida inteira. Esteve no Rio de Janeiro por mais 3 vezes para participar de Capítulos da Ordem. O caminho de ida e volta era feito a pé. Costumava também percorrer os caminhos do Vale do Paraíba, Vale do Tietê, e vilas litorâneas também a pé.[1]
        Foi então mandado para o Convento de São Francisco em São Paulo a fim de aperfeiçoar os seus estudos de filosofia e teologia, e exercitar-se no apostolado. Data dessa época a sua "entrega a Maria", como seu "filho e escravo perpétuo", consagração mariana assinada com seu próprio sangue a 9 de março de 1766.
       Terminados os estudos foi nomeado Pregador, Confessor dos Leigos e Porteiro do Convento, cargo este considerado de muita importância, pela comunicação com as pessoas e o grande apostolado resultante. Em 1769-70 foi designado confessor de um recolhimento de piedosas mulheres, as "Recolhidas de Santa Teresa", em São Paulo.
        Neste recolhimento encontrou Irmã Helena Maria do Espírito Santo, religiosa que afirmava ter visões pelas quais Jesus lhe pedia para fundar um novo recolhimento. Frei Galvão, ouvindo também o parecer de outras pessoas, considerou válidas essas visões. No dia 2 de fevereiro de 1774 foi oficialmente fundado o novo recolhimento e Frei Galvão era o seu fundador.
      Em 23 de fevereiro de 1775, um ano após a fundação, Madre Helena morreu repentinamente. Frei Galvão tornou-se o único sustentáculo das Recolhidas. Enquanto isso, o novo capitão-general da capitania de São Paulo retirou a permissão e ordenou o fechamento do Recolhimento. Fazia isso para opor-se ao seu predecessor, que havia promovido a fundação. Frei Galvão foi obrigado a aceitar e também as recolhidas obedeceram, mas não deixaram a casa e resistiram. Depois de um mês, graças a pressão do povo e do Bispo, o recolhimento foi aberto.
       Devido ao grande número de vocações, viu-se obrigado a aumentar o recolhimento. Durante catorze anos cuidou dessa nova construção (1774-1788) e outros catorze para a construção da igreja (1788-1802), inaugurada aos 15 de agosto de 1802. Frei Galvão foi arquiteto, mestre de obras e até mesmo pedreiro. A obra, hoje o Mosteiro da Luz, foi declarada "Patrimônio Cultural da Humanidade" pela UNESCO.
       Frei Galvão, além da construção e dos encargos especiais dentro e fora da Ordem Franciscana, deu toda a atenção e o melhor de suas forças à formação das Recolhidas. Era para elas verdadeiro pai e mestre. Para elas escreveu um estatuto, excelente guia de disciplina religiosa. Esse é o principal escrito de Frei Galvão, e que melhor manifesta a sua personalidade.
        Em várias ocasiões as exigências da sua Ordem Religiosa pediam que se mudasse para outro lugar para realizar outras funções, mas tanto o povo e as Recolhidas, como o bispo, e mesmo a Câmara Municipal de São Paulo intervieram para que ele não saísse da cidade. Diz uma carta do "Senado da Câmara de São Paulo" ao Provincial (superior) de Frei Galvão: "Este homem tão necessário às religiosas da Luz, é preciosíssimo a toda esta Cidade e Vilas da Capitania de São Paulo, é homem religiosíssimo e de prudente conselho; todos acorrem a pedir-lho; é homem da paz e da caridade".
       Frei Galvão viajava constantemente pela capitania de São Paulo, pregando e atendendo as pessoas. Fazia todos esses trajetos sempre a pé, não usava cavalos nem a liteira levada por escravos. Vilas distantes sessenta quilômetros ou mais, municípios do litoral, ou mesmo viajando para o Rio de Janeiro, enfim, não havia obstáculos para o seu zelo apostólico. Por onde passava as multidões acorriam. Ele era alto e forte, de trato muito amável, recebendo a todos com grande caridade.
        Frei Galvão era homem de muita e intensa oração, e dele se atestam certos fenômenos místicos, como os êxtases e a levitação. São famosos em sua vida os casos de bilocação: estando em determinado lugar, aparecia de repente em outro, para atender a um doente ou moribundo que precisava da sua atenção.
       Era também procurado para a cura, em tempos em que não havia recursos e ciência médica como hoje. Numa dessas ocasiões, escreveu num pedaço de papel uma frase em latim do Ofício de Nossa Senhora: Post partum Virgo Inviolata permansisti: Dei Genitrix intercede pro nobis, que poderia ser traduzida assim: "Depois do parto, Ó Virgem, permaneceste intacta: Mãe de Deus, intercedei por nós!". Enrolou o papel em forma de pílula e deu a um jovem que estava quase morrendo por fortes cólicas renais. Imediatamente cessaram as dores e ele expeliu um grande cálculo. Logo veio um senhor pedindo orações e um 'remédio' para a mulher que estava sofrendo em trabalho de parto. Frei Galvão fez novamente uma pilulazinha, e a criança nasceu rapidamente. A partir daí teve que ensinar as irmãs do recolhimento a confeccionar as pílulas e dar às pessoas necessitadas, o que elas fazem até hoje.
        Em 1811, a pedido do bispo de São Paulo, Dom Mateus de Abreu Pereira, Frei Galvão fundou o Recolhimento de Santa Clara em Sorocaba, onde permaneceu por onze meses para encaminhar a nova fundação e comunidade. Posteriormente, após a sua morte, outros mosteiros foram fundados por essas duas comunidades, seguindo assim, a orientação deixada pelo beato.
        Faleceu em 23 de dezembro de 1822 e a pedido do povo e das irmãs foi sepultado na Igreja do Recolhimento da Luz, que ele mesmo construíra. Seu túmulo sempre foi lugar de contínuas peregrinações. Em 25 de outubro de 1998, foi beatificado pelo papa João Paulo II, tornando-se o primeiro beato brasileiro.
        O papa Bento XVI reconheceu em 16 de dezembro de 2006 o segundo milagre do frade franciscano Antônio de Sant'Ana Galvão (1739-1822). Com isso, ele é o primeiro brasileiro nato a ser declarado santo pelo Vaticano. A canonização aconteceu em 11 de maio de 2007 durante missa campal que o papa Bento XVI celebrou em São Paulo em 11 de maio durante sua visita ao Brasil. A missa foi realizada no Campo de Marte, com a presença de milhares de fiéis vindos de todas as parte do mundo e com transmissão ao vivo para todo o país.
              Oração de São Galvão
     Ó Deus que inspirastes ao Santo Frei Antônio de Sant'Ana Galvão extraordinária caridade com os enfermos, os aflitos e os escravos de sua época no [Brasil], dai-me o vosso espírito de amor para que eu saiba suportar com paciência meus sofrimentos. Intercedei junto a Jesus Cristo, que tanto amaste, e neste momento de dor, (faça o pedido…) não me falte a força e a coragem de suportar a doença; fortalecei meu ânimo onde, passando pelo sofrimento, purifique-me dos meus pecados e também possa ajudar meus irmãos necessitados. Amém. (Pai Nosso, Ave Maria, Glória)
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domingo, 24 de outubro de 2010

XXX domingo do tempo comum
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Buscai o Senhor e sua força, procurai sem cessar a sua face
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Cor verde
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Liturgia do dia: Eclesiastes 35, 15 – 17. 20- 22
                         Salmo: 33
                         2° Timóteo 4, 6 – 8. 16 – 18
                         São Lucas 18, 9 – 14
A liturgia de hoje nos motiva e rezar de forma sincera e sem arrogância para sermos atendidos por Deus.
A oração do pobre penetra os céus e chega aos ouvidos do Senhor.
Ele atende à súplica da pessoa sincera que reconhece a salvação como dom e graça de Deus.
Deus toma a defesa dos pobres e oprimidos
O Evangelho nos mostra também a sere0nidade do verdadeiro cristão diante da morte.
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Mensagem do Setor Juventude pelo
Dia Nacional da Juventude 2010
      “Muita reza, muita luta, muita festa!”. Este é o slogan de 25 anos do Dia Nacional da Juventude, que acontece no próximo dia 24 em todo o país. Para celebrar a data, o Setor Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou uma mensagem, assinada pelo bispo referencial do Setor, dom Eduardo Pinheiro e pelo assessor nacional, padre Carlos Sávio da Costa, na qual parabeniza a todos os jovens do Brasil.
    “Parabéns a todos aqueles e aquelas que, durante esses anos, não só mantêm acesa a chama deste evento, mas, através dele, provocam um olhar mais carinhoso, verdadeiro e respeitoso com relação a nossa juventude”, disse os representantes do Setor Juventude. Leia a íntegra da nota abaixo:
           25 anos do DNJ
        O mês de outubro, dedicado ao aprofundamento da dimensão missionária da nossa vocação de discípulo, foi escolhido para contemplar um dos maiores eventos de juventude da Igreja em nosso país: o Dia Nacional da Juventude (DNJ). Estamos comemorando 25 anos de sua existência. Motivado pela promulgação do Ano Internacional da Juventude, pela ONU em 1985, o DNJ nasceu por iniciativa da Pastoral da Juventude e sempre quis ser um momento especial de manifestação da beleza, da força e do compromisso da nossa juventude. Percebendo a necessidade de proclamar bem alto a boa-nova de Jesus Cristo, este evento de massa vai às ruas e aos grandes espaços públicos para, juntamente com várias outras expressões de juventude, cantar a força da vida e mostrar a todos o quanto ainda se tem a aprender com o dinamismo juvenil.
       Parabéns a todos aqueles e aquelas que, durante esses anos, não só mantêm acesa a chama deste evento, mas, através dele, provocam um olhar mais carinhoso, verdadeiro e respeitoso com relação a nossa juventude.
         Este significativo Jubileu coincide com a manifestação que os jovens católicos, sob a orientação das pastorais da juventude, fazem nas praças para um ‘basta à violência juvenil’. A juventude é portadora de riquezas imensas, sonhos ousados, coração generoso, espiritualidade vibrante, muita energia e criatividade, e não podemos deixar que a violência social e cultural comprometa o presente que Deus nos concede com a vida dos jovens para a vida de nosso povo.
   Ao festejar esta data memorável, vamos, todos, renovar nossa paixão pela juventude motivando-a, sobretudo, à paixão por Aquele que, chamando-nos de amigos, se coloca como o único Caminho, Verdade e Vida.
Brasília, 24 de outubro de 2010
Dom Eduardo Pinheiro da Silva, SDB
Bispo referencial para a Juventude-CNBB
Pe. Carlos Sávio da Costa Ribeiro
Assessor do Setor Juventude-CNBB

sábado, 23 de outubro de 2010

O filho do homem vai dar sua vida para a salvação dos homens
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Cor verde
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Liturgia do dia: Efésios 4, 7 – 16
                          Salmo: 121
                           São Lucas 13, 1 – 9
Cristo é a cabeça da igreja, e nós somos convidados a viver unidos no amor e em espírito de conversão continua para que a vida floresça
Como acontece à figueira, recebemos tudo o que nos é necessário na vida para crescer em graça e sabedoria.
E, no entanto, nosso crescimento è ás vezes muito lento.
Então nosso criador nos dá algo mais.
O  Deus da paciência nos concede mais tempo ainda para voltar a começar de novo.
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Carta da CNBB sobre eleições
“Todos são chamados ao bom senso’, diz presidente da CNBB .
           “Todos estamos sendo chamados neste momento ao bom senso: candidatos, Eleitores, partidos, lideranças, setores da Igreja; todos devemos ser chamados para as discussões nos níveis que elas devem ser levadas e não baixar o nível da discussão porque isso não vai ser construtivo. Uma discussão colocada assim de maneira séria, serena e profunda, só vai contribuir para fortalecer a democracia em nosso país. Outra coisa não vai fortalecer”.
          A afirmação é do presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Geraldo Lyrio Rocha, ao falar sobre os rumos que a campanha eleitoral deve tomar na reta final do segundo turno das eleições. Dom Geraldo atendeu à imprensa na tarde desta quinta-feira, 21, juntamente com o secretário geral da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa, por ocasião da reunião do Conselho Permanente da entidade.
           Sobre o tema “aborto” ter se destacado no debate da campanha eleitoral, dom Geraldo disse que fez bem à democracia por se tratar de um tema relevante para a nação.
          “A questão dos valores deve ser amplamente discutida porque uma sociedade não se constrói solidamente sem valores. Não devemos nos perder nos desvios, devemos nos manter no foco central. E a questão do aborto é um tema relevante para a sociedade brasileira”, sublinhou o presidente da CNBB.
         Dom Geraldo disse, ainda, que a posição da Igreja sobre o aborto “é inegociável”. Ele reafirmou a posição da Igreja sobre a defesa da vida. “A Igreja é a favor da vida. Ela tem o respeito à vida desde o momento da fecundação até o seu término natural. A Igreja é veemente na questão do aborto como também o é sobre a eutanásia. Seja no início como em suas várias etapas e no seu término natural, a vida é o maior dom de Deus.”, acentuou.
         O presidente da CNBB destacou que a Igreja defende a vida em todas as suas dimensões. “No mês passado nós nos manifestamos com a necessária veemência sobre o extermínio dos índios Guarani kaiowá. Com a mesma veemência que se defende a vida em relação ao aborto, se defende a vida em todas as suas fases nas suas várias dimensões, seja a vida ameaçada, seja a dos povos indígenas ou a vida de idosos. Sobre isso não há discordância no episcopado. Os bispos estão unânimes nessa posição de defesa e respeito à vida”.
                              Estado Laico
         Dom Geraldo ressaltou que a laicidade do Estado deve garantir à Igreja o direito de se pronunciar sobre quaisquer questões. “O argumento de que o Estado é laico, às vezes, é mal usado. Por que a Igreja não pode expressar o seu ponto de vista a respeito dessas questões? A Igreja está propondo à sociedade aquilo que é da sua convicção. Um Estado laico deve garantir que a Igreja Católica expresse sua posição, como também as outras religiões, porque se Estado Laico for confundido com o Estado que não permite posições discordantes, não vamos ter um Estado Laico, mas uma ditadura laica. O Estado é laico, mas a sociedade brasileira é profundamente religiosa: católica, evangélica, dos cultos afros, indígenas. É por esse motivo que todas as religiões podem e devem expressar o seu ponto de vista sobre determinado assunto”.
                 Eleições não dividiram a Igreja
          Dom Geraldo frisou ainda que o clima da reunião do Conselho Permanente da CNBB, que terminou hoje, responde sobre as interpretações de que a Igreja sai dividida das eleições. “O clima da reunião é muito sereno. Não há um ‘racha’ na Igreja por causa do momento político. As decisões mais importantes do Conselho Permanente não estão tendo divisões e distanciamentos. Isso prova que não há racha nenhum”, disse dom Geraldo.
          O presidente da CNBB vê de maneira natural as acentuações de alguns bispos em determinados assuntos. “Em um país como o nosso que tem uma Conferência com quase 450 bispos e, sobretudo, em um clima de liberdade que a Igreja procura cultivar, é perfeitamente compreensível que aqui ou ali alguém dê acentuação maior num aspecto e noutro. Não é porque eu discordei de você que eu devo interpretar que está havendo um racha. Mesmo que tenha havido uma acentuação maior ali e outra aqui, esses temas (aborto) foram postos na pauta das eleições 2010. O estranho seria se nós chegássemos ao final do segundo turno sem que assuntos dessa gravidade tivessem entrado em pauta”, concluiu.
         Sobre a manifestação do bispo de Guarulhos em relação às eleições, dom Geraldo reafirmou que cada bispo, na sua diocese tem o direito de se manifestar conforme sua competência de pastor.
         “Tenho uma admiração muito grande por dom Luiz Gonzaga Bergonzini e os seus procedimentos estão dentro daquilo que a Igreja espera. Ele, dentro da sua competência de pastor, tem o direito e até o dever de, segundo sua consciência, orientar seus fiéis do modo que julga mais eficaz e mais conveniente. Ele está no exercício de seus direitos como bispo diocesano de Guarulhos e cada instância fala só para o âmbito de sua competência, tanto que ele não se dirigiu à nação brasileira. Este procedimento está absolutamente dentro da normalidade no modo como as coisas da Igreja se encaminham”, afirmou dom Geraldo.
         O presidente recordou também que não cabe à CNBB repreender nenhum bispo. “Acima do bispo no governo da Igreja só existe uma autoridade: o papa. A CNBB não é um organismo para interferir nas dioceses, dar normas aos bispos ou repreendê-los. O papel da Conferência é articular os bispos para facilitar o diálogo, a convivência e o exercício da nossa co-responsabilidade diante dos grandes desafios vividos pela Igreja e pela sociedade da qual a Igreja também deve se ocupar”.
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Divulgue
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Participe do censo da Paróquia Santo Antonio e São Francisco de Assis