quinta-feira, 15 de julho de 2010

Quinta-feira da XV semana comum
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São Boaventura (bispo e doutor da igreja)
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Deus se coloca à disposição de todos nós, nos oferecendo iniciativa própria em nosso favor.
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Liturgia do dia: Isaias 26, 7 – 9. 12 – 16. 19
                             Salmo: 101
                             São Mateus 11, 28 -30
PRATICANDO
Somos convidados pela palavra de Deus a cantar louvores ao Senhor da vida.
Jesus vem libertar todos os que o procuram, apresentando-se como “manso e humilde de coração”.
Ele plenifica esse convite dizendo que não importam os cansaços, as dificuldades, os desânimos, os problemas da vida.
Ele está disposto a acolher e a nos ajudar a carregar nosso fardo.
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Divulgue
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Espírito Santo acolhe 32° Encontro Nacional
da Juventude Mariana do Brasil
             A Federação das Congregações Marianas da diocese de Cachoeiro de Itapemirim (ES) e a Congregação Mariana de Nossa Senhora da Penha e São Francisco de Assis, ambas de Vila Velha (ES) informam que irão realizar o 32º Encontro Nacional da Juventude Mariana do Brasil.
            O encontro será realizado no período de 23 a 25, na Casa de Retiro Santa Clara, localizada no Balneário Ponta da Fruta, município de Vila Velha.
              Se na chegada em Vitória ou Vila Velha tiverem dúvidas e haja necessidade de quaisquer informações, favor entrar em contato pelos telefones: (27) 9982-8292 - Getúlio / (27) 3229-4546 Getúlio ou Vera / (27) 9973-5843 Emanuel / (28) 9986-3632 - José Batista.
               Outras informações acesse o portal Salve Maria, no www.salvemaria.org.br.
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São Boaventura             
       Na história da filosofia medieval, o nome de São Boaventura reponta como o de um filósofo franciscano, êmulo de seu amigo dominicano, Santo Tomás de Aquino. No entanto, esses dois frades mendicantes foram, sem dúvida, luzeiros da Teologia cristã no século XIII, e mestres na Faculdade de Teologia da Universidade de Paris. A trajetória doutrinal deles, todavia, foi bem distinta pois, considerados à distância de tantos séculos, na configuração de seu tempo e da cultura de sua época, eles nos aparecem como representantes do pensamento cristão, de um lado aferrado à tradição agostiniana e neoplatônica, São Boaventura, e de outro, S. Tomás, fiel à tradição teológica, mas inovador no método e na conversão da Teologia em ciência rigorosa, mercê da descoberta e da utilização da filosofia aristotélica na elaboração da sua própria doutrina, sobre ter sido o Aquinate um autêntico filósofo que, na constituição da Teologia escolástica, aprimorou o legado de Santo Anselmo e Abelardo, e logrou estabelecer um sistema filosófico, mesclado com a sua Teologia, mas dela perfeitamente distinta e destacável. Tudo isso se deduz da leitura e do estudo das obras dos dois santos doutores, e no que tange a Boaventura, é o que resulta claro do livro clássico de Etienne Gilson, La philosophie de Saint Bonaventure (1924). Desde a publicação dessa obra, pouco se acrescentou ao conhecimento das concepções bonaventurianas, embora as negaças e críticas de Van Steenberghen, e os fraternos e seráficos esforços de autores como J. Guy Bougerol e Efrem Bettoni, entre vários outros estudiosos franciscanos.

        Hoje não se discute mais, se a filosofia é obra da razão humana. Do ponto de vista religioso, estamos com a posição fixada por Santo Tomás de Aquino: a Teologia é a ciência que organiza, estuda e aprofunda, com o auxílio da Filosofia, a matéria fornecida pela revelação, e os dados revelados por Jesus Cristo servem de primeiros princípios para a Teologia e são aceitos pela fé. Já a Filosofia é a ciência da realidade, dos seus primeiros princípios e dos últimos fins, alcançados e propostos pelo intelecto ativo, pela razão especulativa e prática do homem. Por isso, Gilson é peremptório: Si philosophie égale raison pure, il n’y a pas de philosophie bonaventurienne (La philosophie de Saint Bonaventure, p. 387). Logo mais, porém, em notável cabriola dialética, Gilson assere que São Boaventura foi filósofo, e foi mesmo um grande filósofo já que, tendo sido essencialmente um místico, “concebeu o projeto de sistematizar o saber e as coisas em função da mística” (Ibid., p. 390). Quanto a essa questão, Van Steenberghen logra ser categórico e esclarecedor: “São Boaventura, diz ele, não escreveu nenhuma obra filosófica, nunca ensinou filosofia. As suas obras teológicas, no entanto, contêm noções e dados provenientes da filosofia” (Steenberghen, Fernand Van. La Philosophie au XIIIe siècle. Louvain: 1966, p. 242-3).




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