Tragédia, devastação, tristeza, comoção e muita dor. Resultado de cinco horas de chuvas e 300 milímetros de água, transformando a madrugada do dia 12 de janeiro inesquecível para todos os friburguenses, face a proporção do estrago que a chuva fez na Suíça brasileira. Se durante a madrugada negra, a cena era de muita água e destruição, quando amanheceu, a sensação que se tinha era de estar numa praça pós-guerra ou uma cidade que tinha sido devastada por um terremoto no último grau da escala Richter.
Em todos os bairros da cidade, o clima era de muita tristeza, principalmente pois, à medida que o trabalho de resgate acontecia, apareciam corpos boiando, soterrados, debaixo de escombros, mutilados. Nunca na história do Brasil se viu tragédia tão grande provocada por chuvas, com mais de 300 mortos, inclusive o ex-prefeito Paulo Azevedo.
Pontos históricos da cidade como o Colégio Anchieta, a centenária Capela Santo Antônio, o teleférico, a Paróquia Santa Edwiges, o Sesi Vila Amélia, o Hotel Olifas, a escola de samba Acadêmicos do Prado, o Hospital São Lucas, a Apae, a Capela Santa Luzia, dentre outros, foram destruídos, sem contar diversos bairros como Vilage, Riograndina, Campo do Coelho, Conselheiro Paulino, Prado, Amparo, São Geraldo, contabilizando pavor e medo.
Com certeza, a reconstrução da cidade vai acontecer, porque, neste momento, toda comunidade deve estar unida em prol do mesmo sentimento, mas ela vai demorar, pois os estragos foram muitos.
Poucos locais da cidade ficaram inteiros. Praticamente toda Nova Friburgo foi marcada pela tragédia que vitimou inúmeras famílias.
Dois dias depois, a presidenta Dilma Roussef, acompanhada do prefeito Dermeval Barboza Moreira Neto e do Governador Sérgio Cabral, garantiram apoio logístico, financeiro e estrutural para devolver a Nova Friburgo o título de Suíça brasileira.
Não se pode nominar pessoas que arregaçaram as mangas e ainda estão, neste momento, empenhadas em reconstruir nossa cidade, pois juntou-se todo secretariado de governo, vereadores, servidores de todos os poderes públicos municipal, estadual e nacional, religiosos, e inúmeras voluntários de todas as camadas da sociedade local.
Enquanto o pavor tomou conta da população pela destruição, pela devastação do Hospital São Lucas e o Day Hospital, a Secretária de Saúde Jamila Kalil colocou o Hospital Raul Sertã à disposição; os bombeiros se revezavam no resgate de pessoas no prédio tombado na rua Cristina Ziede, além de rua São Roque, Vilage, Vila Amélia e Conselheiro Paulino; o governo municipal montou hospital de campanha no prédio da prefeitura e todo secretariado foi para as ruas ajudar onde podiam; Marinha, Exército e Aeronáutica, cedidos pelo governo Estadual, se empenharam com seus equipamentos mais sofisticados para ajudar no trabalho; as policias civil e militar foram incansáveis; no Ginásio Celso Peçanha foi montado o esquema de identificação e liberação de corpos; o colégio Nossa Senhora das Dores serviu como ponto de arrecadação de donativos; o Ginásio Esportivo Frederico Sichel abrigou as famílias desalojadas; o Governo do Estado organizou várias campanhas de arrecadação de donativos e assim está sendo o Day After da maior tragédia de Nova Friburgo em 192 anos de existência.
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