Arquidiocese de Salvador se prepara para as celebrações de Nosso Senhor Bom Jesus do Bonfim .
.A festa começa no dia 6 de janeiro, na Basílica do Senhor do Bonfim, em Salvador. As noites de novena seguem até 15 de janeiro, com exceção do dia 13, quando a Basílica fica fechada em virtude da lavagem do adro da igreja. No dia 16, haverá missas durante todo o dia e o cardeal arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, dom Geraldo Majella Agnelo preside a celebração solen. O tema central dos festejos é “Nesta Basílica Santuário, fazemos a experiência do encontro com Jesus Cristo, o Senhor do Bonfim”. Neste ano, os fieis são convidados a doar alimentos não perecíveis para as obras sociais da paróquia.
A novena começou em 1839, conforme consta no “livro de despesas” da capela, do tesoureiro Francisco José da Costa Abreu. Foi composta pelo musicista baiano, Damião Barbosa de Araújo, nascido em Itaparica no ano de 1778 e falecido em 1856. Segundo consta nos Anais da Devoção, Damião, exímio violinista, teve uma atuação primorosa, quando da chegada à Bahia de Dom João VI, em 1808.
As atividades em louvor ao Senhor do Bonfim foram introduzidas, logo após a chegada da primeira imagem, em 1740, pelas mãos do Capitão de Mar e Guerra, o português Theodózio Rodrigues de Faria, quando pontificava na Igreja o Papa Bento XIV, sob o reinado em Portugal de Dom João V, e governava a Colônia na Bahia o 5º vice-rei, André Melo e Castro, conde dos Galveias.
Pela Páscoa da Ressurreição do Senhor, em 18 de abril de 1745, com grande festividade e à sua custa, o Capitão devoto colocou a imagem para veneração dos fieis na Capela de Nossa Senhora da Penha de França de Itapagipe. Naquela mesma solenidade, foi fundada uma irmandade de devotos leigos que, após eleição, passou a denominar-se "Devoção do Senhor do Bonfim". Os objetivos da Devoção que, entre outros, até hoje perduram, tinham como prioridade zelar e manter o culto ao Senhor do Bonfim, filho de Deus.
Espalhando o culto de fé e veneração e aumentando a afluência de fieis, decidiu o Capitão, junto aos companheiros da Devoção, construir em definitivo uma Capela. Em 1746, foram iniciadas as obras. A sua arquitetura seguiu o modelo das igrejas portuguesas do século XVIII e XIX. No dia 24 de junho de 1754, após a conclusão das obras internas, foi transladada a imagem da Capela da Penha para a colina do Bonfim. Após a missa festiva, foi colocada a imagem no trono em um nicho, assim como a de Nossa Senhora da Guia, que o devoto Capitão houvera trazido de Portugal juntamente com o Senhor do Bonfim.
A data da celebração do Senhor do Bonfim já passou por diferentes períodos do ano, mas a partir de 1773, ficou afixada em janeiro, no segundo domingo depois da Festa de Reis.
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Arcebispo abençoa o novo ano aos pés do Redentor
Uma noite de bênçãos, beleza e emoção - assim foi marcada a virada do ano no Cristo Redentor. Na noite do dia 31 de dezembro de 2010, cerca de 200 pessoas subiram o Corcovado para agradecer o ano que terminava e pedir bênçãos ao que se inicia. Dentre eles estavam sacerdotes, seminaristas e fiéis, que junto com o Arcebispo Dom Orani Tempesta, oravam por todo o país.
Às 22h30m foi celebrada a Santa Missa. . Dom Orani pediu que, do alto do Corcovado, e com o Cristo de braços abertos, os presentes rezassem para que a paz, a fraternidade e a vida reinem em todo mundo e desejou que todos os homens e mulheres procurem sempre viver em paz.
O Arcebispo iniciou a Celebração Eucarística com a aspersão da água benta, recordando o batismo. A água abençoada foi retirada da Floresta da Tijuca, como uma forma de recordar a ecologia, especialmente porque em 2011 a Campanha da Fraternidade será sobre esse tema.
O Evangelho foi proferido pelo Monsenhor Nelson Francelino, que foi nomeado Bispo Auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro no final do ano de 2010. Antes da homilia, Dom Orani pediu bênçãos para seu ministério e ainda para os outros dois Bispos nomeados. Ele ainda convidou todos para a ordenação episcopal que será no dia 5 de fevereiro de 2011. Durante a homilia, Dom Orani falou sobre a importância de, a exemplo de Maria, dizermos o sim para os planos de Deus e enxergamos todos os acontecimentos à luz da fé.
- Estar nesse Santuário que, além de ser a marca registrada do nosso país, é também olhar a história com novos olhos e pedir ao Senhor que a nossa fé aumente cada vez mais. Confiamos que o Senhor vai continuar iluminando nossa vida para o ano que chega, disse.
Emocionado, o Arcebispo falou sobre sua própria historia. Ele disse que, quando ainda era superior no mosteiro, na sua cidade natal visitava um monumento do Cristo Redentor, menor do que esse, mas que todos os anos passava lá rezando pelo ano que terminava. Ele disse que jamais imaginaria que um dia estaria aos pés do Cristo original, rezando não só pela comunidade monástica, mas pensando no mundo inteiro.
" Nós aqui no Rio de Janeiro temos como porta de entrada Jesus Cristo Redentor de braços abertos. Além de agradecer pelo ano que termina e pedindo pelo ano que chega, estamos pedindo também que a mão de Deus se estenda sobre nós e nos conduza. Ao mesmo tempo que, nos sentimos abençoados.
Antes de rezar o Pai Nosso, o Arcebispo falou sobre a importância da liberdade religiosa. No 44º Dia Mundial da Paz, Dom Orani pediu respeito à religião dos outros, para que, as pessoas no mundo inteiro possam proclamar sua fé e construir a fraternidade. Ainda na celebração foi realizada adoração ao Santíssimo Sacramento, seguida de bênção do Arcebispo do Rio aos quatro pontos cardeais.
Anúncio oficial dos 80 anos do Cristo Redentor
O Reitor do Santuário do Cristo Redentor, Padre Omar Raposo, aproveitou a ocasião e fez o anúncio oficial dos 80 anos do Monumento do Cristo Redentor. Na programação, um ano inteiro dedicado ao Cristo, envolvendo diversos setores da sociedade, dentre eles: artes plásticas, música, dança, teatro, esportes, educação, religião, turismo, moda e gastronomia. Segundo Padre Omar,todo o projeto foi pensando e seguindo idéias de sustentabilidade e acessibilidade. Em seguida, Dom Orani falou sobre o projeto.
- Queremos comemorar os 80 anos para que, cada vez mais, esse monumento seja um sinal da unidade das pessoas em torno de Cristo e para que Cristo seja sinal para todo país.




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