Segunda feira da XXIV semana comum
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São João Crisóstomo (bispo e doutor)
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A Palavra de Deus questiona as divisões que surgem no interior da comunidade e elogia a atitude de fé do centurião.
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Liturgia do dia: 1°Corinthios 11, 17 – 26. 33
Salmo 39
São Lucas 7, 1 – 10
PRATICANDO
Ultrapassar as fronteiras, os limites, como fez Jesus, tornará impossível que nossos governos nos imponham quais devem ser nossos inimigos.
Essa será nossa contribuição para a paz no mundo.
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Divulgue
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SÃO JOÃO CRISOSTOMO
Natural de Antioquia, filho de uma família cristã, estudou, na sua cidade natal sob Libânio, filosofia e retórica. Com a idade de vinte e um anos, depois de estar três anos a colaborar com o bispo Melécio de Antioquia, e de ter recebido o baptismo, foi ordenado leitor. Contra a oposição familiar, viveu alguns anos como ermitão no deserto. Ao longo deste tempo continuou o estudo das escrituras sagradas e, quando regressou a Antioquia foi ordenado Diácono por Melécio e Sacerdote pelo bispo Flaviano em 386. Acto contínuo, este último encarregou João Crisóstomo das pregações na principal igreja da cidade, cargo que desempenhou até 397. Este período de doze anos, foi o mais fecundo da sua vida e nele proferiu as sua homilias mais conhecidas e que, no século VI, lhe valeriam o qualificativo que passou a fazer parte inseparável do nome com que passou para a posteridade: crisóstomo, isto é, boca de ouro.
Os últimos anos de sua vida foram tumultuosos. Foi eleito bispo de Constantinopla em 397 e Teófilo de Alexandria foi, contra a vontade deste, obrigado a consagrá-lo bispo, coisa que não perdoaria jamais a João. Uma vez bispo, quis começar uma restauração eclesiástica na qual - quiçá por falta de habilidade - a sua boa, e decidida, vontade se deparou com os obstáculos existentes e com os muitos interesses de alguns privilegiados. Pouco a pouco entrou em conflito com parte do clero, e, pouco depois, com a imperatriz Eudoxia.
Nesta situação, Teófilo de Alexandria conseguiu reunir aquele que depois viria a ser chamado o Sínodo da Encina, perto de Calcedónia, onde, com acusações falsas, conseguiu que Crisóstomo fosse deposto e desterrado pelo Imperador. O povo de Constantinopla, em especial os mais desfavorecidos - por quem João tanto havia feito - amotinou-se e João, no dia seguinte ao da sua saída, voltou para a sua sé episcopal.
Contudo, poucos meses depois, a situação voltou a piorar e acabou por ser desterrado para a Arménia em 404, de onde, a pedido próprio - por causa do perigo que podia representar para a sua vida a inveja de seus inimigos face às multidões que a ele acudiam -, foi de novo desterrado para um lugar mais distante, na extremidade oriental do Mar Negro. A caminho deste seu último desterro, morreria no ano de 407. Os seus restos mortais foram levados para Constantinopla em 438, e o Imperador Teodósio II, filho de Eudoxia, pediu publicamente perdão em nome de seus pais.
Desde o dia 1 de maio de 1626 o seu corpo repousa na Basílica de São Pedro e, em 27 de novembro de 2004, o Papa João Paulo II doou parte das suas relíquias ao Patriarca Ecumênico Bartolomeu I e, desta forma, tanto na Basílica Vaticana como na Igreja de São Jorge no Fanar é agora venerado este grande Padre da Igreja.
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Aberta a Semana Brasileira
da Missão Continental .
Foi aberta neste domingo, 5, no Centro Cultural Missionário (CCM), em Brasília (DF), a Semana Brasileira da Missão Continental. Promovida pela Comissão Episcopal para a Missão Continental da CNBB e o CCM, a Semana reúne 56 pessoas dos 17 Regionais da CNBB. O bispo da diocese de Floresta (PE) e membro da Comissão para a Missão Continental, dom Adriano Ciocca, disse que na missão continental é preciso ter atenção para com todas as realidades.
“Não podemos deixar de nos solidarizar com a retomada da identidade dos povos indígenas e afro-descendentes. Também não podemos deixar de procurar, com todas as pessoas de boa vontade, um novo paradigma socioeconômico e cultural, baseado no diálogo, na economia e no respeito, em lugar do paradigma atual, que é falido e imoral”, ressaltou dom Adriano.
Segundo o bispo, há uma tendência para o desânimo nos tempos atuais, que é vencida pela fé em Jesus Ressuscitado. “O tempo de hoje pode nos deixar desanimados, mas Cristo ressuscitado caminha conosco. Ele nos permite ler a realidade atual com outros olhos e nos reanima para a missão. Como Igreja temos que nos colocar ao lado dos povos do nosso continente e acompanhá-los na sua caminhada a partir da nossa fé em Cristo ressuscitado e com Ele trilhar novos caminhos”, afirmou.
A Semana Brasileira da Missão Continental, que terminou no sábado, 11, tem como tema “Vocês são testemunhas destas coisas”, tirado do capítulo 24 do evangelho de São Lucas. De acordo com seus organizadores, a Semana se propõe a aprofundar a reflexão sobre a espiritualidade missionária, a paróquia missionária e os projetos para uma nova evangelização.
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