segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Segunda-feira da XXIII semana comum
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A exemplo de Jesus o cristão sobrepõe sua vontade de fazer o bem à incompreensão e às críticas.
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Liturgia do dia: 1° Corinthios 5, 1 -8
                         Salmo: 5
                         SãoLucas 6, 6 -11
PRATICANDO
Uma comunidade que se pretende cristão não pode viver na imoralidade.
Jesus mostra aos líderes religiosos que a verdadeira preocupação da religião deve ser o bem da pessoa.
Jesus desafia publicamente os líderes religiosos, e, ao faze-lo nos ensina a viver de maneira autêntica a religião do Amor.
Não temas nunca os que te acusam de irreligioso e pecador por fazeres o bem e que não o fariam se somente respeitassem a lei.
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Divulgue
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Teólogo aponta luzes e sombras
no contexto das vocações .
          O teólogo padre Angenor Brighenti recorreu à metáfora “luzes e sombras” para apresentar o contexto sócio-cultural e eclesial que marca o cenário das vocações na Igreja. Ele proferiu, a primeira conferência do 3º Congresso Vocacional do Brasil, organizado pela CNBB.
      Brighenti explica que o contexto atual é marcado por crises. “Estamos imersos em um tempo de profundas transformações, em escala planetária: crise civilizacional, mudança de época, crise das religiões, em que nos apodera um sentimento de orfandade”, disse.
       Segundo o teólogo, a crise é oportunidade de novas possibilidades. “A crise pode significar novo nascimento ou morte; catástrofe ou oportunidade; fim do caminho ou encruzilhada; tempo de calamidades ou tempo pascal, de travessia”, sublinhou.
          Para Brighenti, diante das crises, as pessoas podem ter três posturas diferentes: uma visão catastrófica, retrospectiva ou prospectiva. Esta última, de acordo com o teólogo, é “habitada pela virtude de uma esperança ativa. Na fidelidade ao presente e na valorização da experiência do passado, se lança na construção de um futuro crescentemente melhor. A tecitura do risco é a única garantia de futuro”.
              O teólogo destacou também o individualismo, que marca as relações humanas, e a economia que gera exclusão. Em sua opinião, o individualismo é resultado da dinâmica do mercado, “que absolutiza a eficiência e a produtividade como valores reguladores de todas as relações humanas”. “Há uma mercantilização das relações pessoais, sociais e religiosas; tudo é medido pela lógica custo-benefício”, acentua Brighenti.
         A economia de “rapinagem”, segundo o teólogo, faz surgir a crise ecológica porque “depreda a natureza e coisifica o ser humano”. Diante disso, é preciso crescer na consciência ecológica.  “A preocupação com o cuidado da natureza é um dos fatores da emergência de uma consciência planetária. A consciência de que não estamos na terra, somos terra; o desequilíbrio da biodiversidade do planeta põe em risco a vida humana e seus ecossistemas”.
       O desencanto com a política foi outro aspecto da realidade lembrado por Brighenti. “Constata-se a falência da democracia representativa: os partidos políticos são máquinas eleitorais, cujo objetivo é ganhar a eleição”, disse.
      Para o teólogo, contudo, há, na sociedade atual, uma sede de Deus e uma volta ao religioso, mas uma religião “eclética” com outra visão de Deus. “A irrupção de uma religiosidade eclética e difusa, a volta de um neopaganismo imanentista, que confunde salvação com prosperidade material, saúde física e afetiva. É a religião a la carte: Deus como objeto de desejos pessoais, solo fértil dos mercadores da boa fé, do mercado do religioso”, explica Brighenti.
         Dentre os fatores que ajudam a banalizar a religião, o teólogo cita a mídia que “reduz a religião à esfera privada, como a um espetáculo para entreter o público”. Neste sentido, “também a religião passa a ser consumista, centrada no indivíduo e em sua degustação do sagrado”.

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