Sexta-feira da XVIII semana comum
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Transfiguração do Senhor
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No monte Tabor Jesus se manifesta aos seus discípulos da vida divina que há nele.
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Liturgia do dia: Daniel 7, 9 – 10.13 – 14.
Salmo: 96
São Lucas 9, 28 – 36
PRATICANDO
Passamos adormecidos a maior parte da vida.
Mas, com presteza começamos a ver, a entender, a ter consciência do que a vida, Deus, Jesus, os outros significam para nós.
Nunca é tarde para começar a viver a vida em toda sua riqueza espiritual.
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Divulgue
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Festa da Transfiguração do Senhor
Na liturgia católica, 6 de agosto é festa da Transfiguração do Senhor. Eis nos, portanto, caríssimos, com Pedro, Tiago e João, ante o Senhor nosso Jesus Cristo, envolvido pela Nuvem luminosa, que o cobre com sua sombra, como cobriu a Virgem Maria na Anunciação; eis o Senhor Jesus totalmente transfigurado, com vestes brilhantes e alvas “como nenhuma lavadeira sobre a terra poderia alvejar”; eis Jesus ladeado por Moisés e Elias... Que significa, caríssimos, este belíssimo Mistério?
Como o Deus Santo de Israel, sobre o Monte Sinai, que revelou sua glória a Moisés e depois a Elias, assim também hoje, no Monte Tabor, Jesus revela a sua glória, a glória de Filho de Deus, a glória divina que é sua, mas que se escondia na sua pobre condição humana por ele assumida para nos salvar: “O Verbo se fez carne e habitou entre nós e nós vimos a sua glória, glória que ele tem junto ao Pai com Filho único, cheio de graça e de verdade” (Jo 1,14).
O Pai, envolvendo o Filho Amado com a Nuvem, símbolo do Santo Espírito, nos revela antecipadamente a glória que Jesus, na sua natureza humana igual à nossa, teria depois da Ressurreição: “Efetivamente, ele recebeu honra e glória da parte de Deus Pai, quando do seio da esplêndida glória se fez ouvir aquela voz que dizia: ‘Este é o meu Filho bem-amado, no qual ponho o meu bem-querer’”. Olhemos para Jesus: ele é divino, ele é o Filho amado, igual ao Pai em glória; ele é o nosso Deus Salvador! Se Moisés e Elias sobre o Monte não puderam ver o Rosto de Deus, agora, no Tabor, eles contemplam, com o rosto descoberto, a glória fulgurante de Deus que se manifesta na Face de Cristo! Eis, meus caros irmãos: em Cristo, Deus se revelou a nós, em Cristo, Deus veio ao nosso encontro. Ele se fez um de nós, assumiu nossa pobreza humana, para nos enriquecer com a glória da sua divindade. E essa glória, ele no-la mostra hoje sobre o Tabor; essa glória é o nosso destino, é a nossa herança!
Mas, atenção! Nos três evangelhos que narram a Transfiguração, está dito que esta manifestação gloriosa do Senhor aconteceu pouco depois do primeiro anúncio da sua Paixão. O que isso quer dizer? Duas coisas importantíssimas: Primeiro, que a Paixão não é um fim, a Paixão não é derrota, mas o modo que Deus tem de vencer; a Paixão é caminho para a glória. E aqui, precisamente, a segunda lição: não se pode entrar na glória de Cristo sem passar pela cruz do Senhor; como dizia São João da Cruz: “Quem não ama a cruz de Cristo, não verá a glória de Cristo!” Não é por acaso que Jesus proíbe os discípulos de contar o que eles viram sobre o Monte “até que o Filho do Homem tivesse ressuscitado dos mortos”.
Celebrando a Santa Eucaristia, sacrifício do Cordeiro morto e glorificado... Hoje, o Tabor é aqui; hoje, é aqui, nos sinais eucarísticos, que se manifesta a glória do Senhor Jesus. Comungando no seu Corpo e no seu Sangue é sua glória que nos inunda, é sua graça que nos fortalece, é sua vida eterna e divina que nos revigora. Mas, nunca esqueçamos: como o Cristo do Tabor era aquele que haveria de morrer e ressuscitar, o Cristo da Eucaristia é o Cordeiro vivo mas quebrado, partido em Eucaristia, a nós dado na sua amorosa imolação! É este mistério, irmãos amados, que devemos viver na nossa vida: trazer em nós continuamente a participação na paixão e morte do Senhor para que a sua glória e a sua vida vão nos inundando, vão transfigurando a nossa existência, as nossas experiências, até o Dia eterno, no Tabor eterno da glória sem fim! Este é o caminho de Cristo, o único que é segundo o Evangelho.
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